Mostrar resumo Ocultar resumo
O primeiro‑ministro defendeu esta segunda‑feira a auditoria à **Polícia Judiciária** ordenada pela ministra da Justiça, Rita Júdice, depois das polémicas que envolvem o atual ministro da Administração Interna, Luís Neves. Montenegro afirmou que a fiscalização é necessária para esclarecer dúvidas e manter a confiança nas instituições.
O que está a ser verificado
Brisa leva ao tribunal pedido de dois anos de prorrogação da concessão por perdas da pandemia
Como agir quando o filho se recusa a regressar à escola?
A ministra da Justiça decidiu na quinta‑feira (6) abrir uma auditoria à atuação de Luís Neves durante o período em que foi diretor nacional da PJ. A iniciativa surge num contexto de pressão política sobre o ministro da Administração Interna devido a várias questões relacionadas com a sua liderança daquela força policial.

Rita Júdice rejeitou a leitura de que se trate de «um ministro a investigar outro ministro». Segundo a ministra, o objetivo é uma **averiguação administrativa** sobre ações concretas no âmbito da PJ, que será examinada e verificada pelos serviços competentes.
Posição do primeiro‑ministro
Montenegro disse aos jornalistas em Fafe que seria, na sua perspetiva, «estranho» não haver fiscalização perante as dúvidas levantadas. Para o chefe do Governo, auditorias servem para «clarificar e detetar desconformidades» ou, em alternativa, para confirmar a regularidade das decisões tomadas.
O primeiro‑ministro também defendeu que o escrutínio contribui para reforçar a credibilidade pública. «Eu espero que todos entendam que é, precisamente, tirando a limpo tudo aquilo que são situações que têm vindo a público, que nós podemos credibilizar as instituições e a vida do país», afirmou.

Governança e pedido de serenidade
Montenegro afirmou ainda que as decisões do Executivo sobre esta matéria foram acompanhadas e partilhadas entre o primeiro‑ministro e os ministros responsáveis pelas áreas setoriais. «Com certeza que todas essas decisões foram acompanhadas e, no fundo, co‑decididas entre o primeiro‑ministro e os ministros do Governo», disse.
O governante apelou a que o processo decorra «com tranquilidade, com serenidade e com confiança», acrescentando que as dúvidas devem ser resolvidas através da auditoria. Sobre o prazo, sublinhou a prioridade pela qualidade da investigação: «Não importa o tempo em que foi pedido, mas importa ser bem feito».












