Pedro Duarte apela para que segurança em grandes centros urbanos seja prioridade nacional

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O presidente da Câmara do Porto participou na nova rubrica do DN, “Autarcas de norte a sul”, onde expôs prioridades e frustações do executivo municipal. Entre as mensagens mais fortes estão a promessa de acelerar políticas locais, a insatisfação com a segurança pública e a ambição de ampliar em quatro vezes a oferta de arrendamento acessível.

Ritmo acelerado de implementação

Segundo o presidente da CM Porto, as medidas aprovadas pela autarquia estão a ser postas em prática a uma «velocidade vertiginosa». Ele destacou o avanço operacional de iniciativas que visam responder a problemas urbanos antigos.

O responsável sublinhou que a execução das políticas tem sido uma prioridade do atual mandato, com foco em resultados visíveis para a população. Não detalhou calendários específicos nem enumerou todos os projetos em curso.

Segurança em destaque

A área da segurança foi apresentada como fonte de preocupação. O autarca afirmou estar insatisfeito com a evolução do problema e pediu intervenção mais incisiva ao nível nacional.

Agentes de segurança numa rua urbana à noite, luzes e circulação
A segurança urbana foi destacada como prioridade pelo presidente da Câmara.

Em particular, reclamou uma nova estratégia do Estado contra a criminalidade associada ao consumo e tráfico de droga. O apelo aponta para uma atuação conjunta entre municípios e governo central.

Habitação: proposta ambiciosa

Na habitação, a meta anunciada é clara: quadruplicar a oferta de arrendamento acessível. O objetivo sugere uma intensificação das políticas públicas para ampliar o parque habitacional destinado a rendas controladas.

Blocos residenciais e uma mão a segurar chaves simbolizando arrendamento acessível
A meta de quadruplicar o arrendamento acessível exigirá novos projectos habitacionais.

O presidente referiu que esta ampliação é central para reduzir a pressão sobre moradores e tornar a cidade mais inclusiva, sem, contudo, explicar os mecanismos financeiros ou a calendarização para atingir a meta.

Transportes gratuitos: previsões cautelosas

Sobre os efeitos da tarifa zero nos transportes, o presidente reconheceu que ainda é cedo para tirar conclusões definitivas. Disse que será necessário observar dados de circulação e padrões de utilização antes de avaliar impactos no trânsito.

Esse tom cauteloso evita conclusões prematuras e aponta para um acompanhamento técnico da medida nos meses seguintes.

Contexto da participação

A intervenção aconteceu no âmbito da nova iniciativa do DN que reúne autarcas de várias regiões do país. O formato pretende dar visibilidade a agendas locais e fomentar um diálogo mais direto entre líderes municipais e leitores.

Do Porto, saíram declarações que combinam ambição política e exigência de respostas nacionais em áreas sensíveis para quem vive na cidade.

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