Polémicas mediáticas não justificam uma remodelação governamental

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O presidente da Câmara do Porto e vice‑presidente do PSD defendeu uma maior colaboração com o PS, mas rejeitou a ideia de criar um bloco central. Manteve a posição de nunca negociar com o **Chega** por razões de princípio, elogiou o equilíbrio de **António José Seguro** e deixou em aberto uma eventual recandidatura à cidade.

Cooperação com o PS, dentro de limites

Segundo o responsável, é útil intensificar a cooperação entre a Câmara e o Governo quando isso serve a cidade. Ainda assim, alertou para os riscos de transformar essa aproximação numa aliança estrutural nacional.

Representantes municipais a discutir um mapa e documentos numa mesa
Cooperação prática entre Câmara e Governo deve focar resultados locais.

Em suas palavras, a colaboração deve ser circunstancial e orientada por resultados práticos para os cidadãos, não por uma arquitectura política permanente. Essa prudência explica por que considera excessiva a proposta de um bloco central.

Recusa firme ao Chega

Sobre possíveis entendimentos com a formação de extrema-direita, a posição é inalterada: não haverá acordos. A recusa foi descrita como uma opção de princípio.

O responsável sublinhou que essa linha não é negociável e serve como limite ético na definição de futuras colaborações políticas.

Avaliação de António José Seguro

O dirigente também comentou a atuação de **António José Seguro**, destacando o equilíbrio que, segundo ele, tem caracterizado a intervenção do ex-líder social-democrata. O elogio foi feito no contexto de avaliar personalidades e estilos dentro do PSD.

Recandidatura ao Porto: decisão adiada

Quanto a uma nova candidatura à presidência da Câmara do Porto, o presidente preferiu não fechar portas nem confirmar intenções. A decisão ficou, por enquanto, em aberto.

Político olhando o horizonte da cidade com notas e documento à frente
Decisão sobre recandidatura mantida em aberto pelo presidente da Câmara.

Essa reserva permite manter margem de manobra política e avaliar cenários futuros, concluiu.

Sobre o caso Luís Neves

Relativamente ao episódio envolvendo **Luís Neves**, o presidente foi taxativo: “Tenho a melhor das impressões do ministro”.

Não entrou em pormenores sobre o processo, limitando‑se a reafirmar confiança pessoal no titular do ministério enquanto as questões em análise prosseguem.

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