Luís Neves afirma estar calmo e deseja que auditoria à PJ seja concluída e divulgada

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O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse receber com tranquilidade a auditoria sobre o seu tempo à frente da Polícia Judiciária e garantiu ter condições para continuar no Governo. Em Gouveia, na segunda‑feira, 10 de agosto, afirmou sentir‑se motivado e disponível para prestar esclarecimentos.

Auditória pedida pela ministra da Justiça

A avaliação foi determinada pela ministra da Justiça, Rita Júdice, e visa analisar o percurso da Polícia Judiciária durante o mandato de Neves como diretor nacional. O ministro afirmou desejar que o trabalho seja concluído e que os resultados sejam divulgados.

Neves rejeitou que o escrutínio seja uma questão pessoal. Recordou que, ao longo dos anos em que chefiou a PJ, a instituição já foi alvo de várias inspeções. Por isso, perante perguntas sobre a sua permanência no Executivo, foi claro ao afirmar ter “todas as condições” para exercer o cargo.

Auditória pedida pela ministra da Justiça — A avaliação foi determinada pela ministra da Justiça, Rita Júdice, e visa analisar o percurso da Polícia Judiciária durante o mandato de Neves como diretor nacional. O ministro afirmou desejar que o trabalho seja

Relato do trabalho na PJ

Em declarações reproduzidas pela RTP, o ministro destacou intervenções efetuadas na força policial. Segundo Neves, a PJ passou por um reforço de meios, com o que classificou como o maior orçamento e o acréscimo de mais pessoal.

Também mencionou obras realizadas em edifícios da PJ e o acolhimento de trabalhadores provenientes do antigo SEF. Sobre esse processo, disse tratar‑se de uma integração que foi conduzida para proteger profissionais que, nas suas palavras, tinham sido maltratados.

Relato do trabalho na PJ — Em declarações reproduzidas pela RTP, o ministro destacou intervenções efetuadas na força policial. Segundo Neves, a PJ passou por um reforço de meios, com o que classificou como o maior orçamento e o acréscimo de

Prioridade à prevenção dos fogos

No capítulo dos incêndios, o ministro defendeu uma mudança de estratégia. Apoiou a ideia de aumentar o investimento em prevenção em vez de concentrar recursos no combate direto.

Paisagem florestal com trabalhos de prevenção e limpeza de terrenos para reduzir risco de incêndios
A prevenção de incêndios requer limpeza de terrenos e organização de meios ao longo de todo o ano

Recordou que, até 2017, cerca de 80% das verbas eram destinadas ao combate. De acordo com Neves, a fatia dedicada à prevenção passou a representar cerca de 54% do investimento atual.

“A prevenção tem de ser nos 365 dias”, afirmou, sublinhando a necessidade de limpar terrenos, organizar meios, preparar operações e fomentar trabalho conjunto entre entidades.

Com a previsão de agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias, o ministro admitiu que o Governo poderá recorrer a medidas excecionais, como declarar situação de calamidade ou solicitar apoio externo, caso se mostrem necessárias.

Segurança reforçada para o eclipse

Luís Neves comentou ainda a concentração de pessoas prevista para assistir ao eclipse solar de quarta‑feira (12). Garantiu que haverá maior presença de agentes no terreno — Proteção Civil, GNR e ICNF — para minimizar riscos.

O objetivo, disse, é fazer com que o evento seja “um momento de felicidade” sem aumentar a probabilidade de incêndios. “Poucos não podem pôr em causa todo o coletivo”, concluiu.

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