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O primeiro‑ministro Luís Montenegro vai estar em Nova Iorque para a 81.ª Assembleia‑Geral das Nações Unidas, onde falará durante a tarde de quinta‑feira, 24 de setembro. A deslocação coincid e com encontros bilaterais e com a proximidade do regresso de Portugal ao Conselho de Segurança da ONU como membro não‑permanente.
Agenda oficial e chegada
Montenegro chega à cidade na terça‑feira às 13h00 (18h00 em Lisboa). Duas horas depois está prevista uma visita à Bolsa de Valores, onde, segundo a agenda oficial, acionará o sino que encerra a sessão do dia.
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No calendário da mesma tarde consta a inauguração de uma joalharia de filigrana portuguesa. Também está marcada a participação na recepção oferecida pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, dirigida aos líderes que participam do debate anual.
Encontros em destaque
Na quarta‑feira o primeiro‑ministro passará o dia na sede da ONU. De manhã encontra‑se com o secretário‑geral, António Guterres, um encontro que contará com a presença do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

Ainda nessa jornada, Montenegro participará no lançamento da Aliança OceanEye, um projeto europeu dedicado à observação oceânica e ao reforço do acesso a dados marinhos para a ciência, a economia e a proteção ambiental. O evento será presidido pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo primeiro‑ministro do Canadá, Mark Carney.
A agenda inclui igualmente a presença na iniciativa do secretário‑geral sobre Ação Climática e Transição Justa, conhecida como a Cimeira do Clima.
Discursos e prioridades
O debate geral da 81.ª sessão começa na terça‑feira e tem como tema “Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação”. Montenegro subirá à tribuna na tarde de quinta‑feira para a sessão de alto nível.
Segundo o gabinete do primeiro‑ministro, o dia 23 terá como primeiro compromisso uma reunião com António Guterres, na qual Montenegro pretende agradecer o empenho do secretário‑geral na defesa da Carta das Nações Unidas e do multilateralismo.
Por que importa para Portugal
O discurso ocorre a poucos meses de Portugal reassumir, a partir de 1 de janeiro do próximo ano, um assento não‑permanente no Conselho de Segurança para o biénio 2027‑2028. A candidatura portuguesa foi eleita com a maior votação de sempre e, pela primeira vez, à primeira volta.

Portugal já integrou o Conselho de Segurança em 1979‑1980, 1997‑1998 e 2011‑2012. A representação portuguesa na Assembleia‑Geral tem alternado entre o Presidente da República e o primeiro‑ministro ao longo dos últimos anos.
Contexto e posição política
Quando participou pela primeira vez na Assembleia‑Geral há dois anos, Montenegro defendeu uma reforma institucional da ONU. Na altura propôs que o Conselho de Segurança adote decisões por maioria em matérias e circunstâncias pré‑definidas, para reduzir a paralisia causada pelo direito de veto.
Ao longo da última década, a intervenção de Portugal no debate geral foi feita ora pelo chefe de Estado, ora pelo chefe do Governo, conforme a rotação habitual: Marcelo Rebelo de Sousa representou o país em 2016, 2018, 2019, 2021, 2023 e 2025; e António Costa falou em 2017, 2020 e 2022.












