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O primeiro‑ministro afirmou esta terça‑feira que o ministro da Administração Interna dará esclarecimentos “nos próximos dias” sobre as polémicas relacionadas com obras nas suas propriedades e a respetiva investigação policial, reafirmando confiança na sua competência. As declarações foram prestadas no âmbito da assinatura de um protocolo sobre a gestão do Hospital de São João da Madeira.
Confiança e promessa de explicações
Luís Montenegro disse estar “muito tranquilo e muito confiante” no trabalho de Luís Neves e nas explicações que o ministro pode prestar sobre as imputações a seu respeito. O chefe do Governo acrescentou que, depois desses esclarecimentos, espera ver confirmada a continuação de Neves como “um ministro muitíssimo competente”.
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Onde e quando foram feitas as declarações
As afirmações foram feitas no dia 28 de julho, à margem da assinatura do protocolo que, a partir de 1 de novembro, entrega a gestão do Hospital de São João da Madeira à Santa Casa da Misericórdia local. Montenegro usou o momento para comentar também outros assuntos de política pública.
Resposta à alegação de silêncio
Questionado sobre se o ministro estaria a evitar os jornalistas, o primeiro‑ministro recusou essa interpretação. “Ele está em permanência a capitanear o esforço de coordenação de todas as entidades envolvidas (…) e tem feito um esforço notável de gestão dessa coordenação”, afirmou.
Montenegro reforçou que “o ministro está concentrado no cumprimento da sua missão e, nesse âmbito, tem falado com os jornalistas todos os dias”. Reconheceu, contudo, que o escrutínio pede informações que ultrapassam a missão operacional do ministério.
Próximos passos políticos
O primeiro‑ministro garantiu que nos próximos dias serão prestadas as informações necessárias para que, do ponto de vista político, se possam compreender as imputações dirigidas a Luís Neves. Não detalhou prazos ou conteúdos dessas explicações.
Incêndios e agradecimentos à Proteção Civil
Além do tema das obras e da investigação, Montenegro apelou à “tranquilidade e vigilância das populações” na prevenção de incêndios. Agradeceu o trabalho dos agentes da Proteção Civil, em particular dos bombeiros, e sublinhou o seu contributo para evitar que muitos incêndios atingissem maiores dimensões.












