Gabinete de Ventura isolado de imediato pela segurança do Parlamento; PJ foi informada

Mostrar resumo Ocultar resumo

O gabinete do líder do Chega, André Ventura, terá sido invadido e vandalizado na manhã de terça-feira, 28 de julho, com alegados documentos retirados do local. A Assembleia da República informou que o serviço de segurança isolou a área e comunicou o caso à Polícia Judiciária.

Ação imediata da Assembleia

Em comunicado, a direção da Assembleia explicou que o serviço de segurança “adotou de imediato os procedimentos previstos para este tipo de ocorrências”. A área foi isolada assim que o incidente foi detectado.

A nota acrescenta que a instituição continuará a prestar «toda a colaboração solicitada pelas autoridades competentes» enquanto decorrem as investigações.

Investigação conduzida pela Polícia Judiciária

A Polícia Judiciária confirmou à Lusa que estava a realizar diligências no local e que as ações envolvendo o episódio estavam a ser levadas a cabo pela Unidade Nacional Contra-terrorismo.

Concluídas as diligências no gabinete, a investigação prossegue sob a direção da PJ, no âmbito das suas competências, refere ainda o comunicado parlamentar.

O relato de André Ventura

André Ventura publicou um vídeo nas redes sociais alega ndo que o seu gabinete na Assembleia tinha sido remexido e que desapareceram documentos. Em declarações à imprensa, afirmou que foram levados pertences pessoais, «dois tipos de documentos» e também «pens».

Segundo o líder do Chega, um dos conjuntos de papéis dizia respeito à criação de uma comissão de inquérito a Luís Neves. O outro lote, afirmou, continha «informação política relacionada com o gabinete do primeiro‑ministro» e já tinha mais de um ano.

Reações e contexto político

Ventura rejeitou a hipótese de encenação e descreveu o episódio como «um ato de intimidação e um ato de condicionamento», citando a forma como os objetos foram removidos.

O deputado ligou o incidente a declarações suas na sexta‑feira anterior, quando disse possuir «documentos relevantes» sobre o atual ministro da Administração Interna.

Posição da presidência da Assembleia

O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar‑Branco, informou que acompanha o caso em articulação com os serviços da instituição e que a investigação foi entregue à PJ, que tem a responsabilidade de apurar os factos.

Dê o seu feedback

Seja o primeiro a avaliar este post
ou deixe uma avaliação detalhada



Semanário Transmontano é um meio independente. Apoie-nos adicionando-nos aos seus favoritos do Google News:

Publicar um comentário

Publicar um comentário