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A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, admitiu que o valor do **salário mínimo nacional** para 2027 pode ser revisto em alta durante as negociações, mas avisou que, na falta de acordo, o Governo cumprirá o montante já definido — **970 euros**. A declaração foi feita esta quarta-feira, 29 de julho, à margem da apresentação de um relatório sobre conciliação e igualdade de género no mercado de trabalho.
Negociação como caminho para alteração
Segundo Palma Ramalho, qualquer subida terá de resultar da Concertação Social. “Terá que ser em negociação na Concertação Social que eventualmente poderemos chegar a uma modificação desse acordo”, disse a ministra a jornalistas.
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Ela explicou que a possibilidade de revisão existe, mas depende de um consenso entre os parceiros sociais e o Governo. Em tom cauteloso, considerou desejável que a alteração fosse para cima, mas condicionou isso ao desfecho das conversações.
O acordo em vigor e o compromisso do Executivo
A ministra recordou que já existe um entendimento formal sobre o aumento, assinado pelo primeiro‑ministro, por si e pelos parceiros. Esse acordo, afirmou, “define as metas de aumento” e constitui o compromisso que o Governo pretende cumprir.
“Se não houver esse acordo em Concertação Social, naturalmente que o salário mínimo vai se manter de acordo com o que lá está, porque é o cumprimento do nosso compromisso”, completou Palma Ramalho.
Pressões internas e calendário de encontros
O debate ganhou impulso nas últimas semanas. O secretário de Estado do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, defendeu publicamente que, “à data de hoje já devíamos estar a negociar em alta o salário mínimo de 2027”.
Moreira salientou que o próprio acordo prevê revisão e acrescentou que o tema “não pode ser um tabu”. A sua intervenção surge enquanto a **Comissão Permanente da Concertação Social (CPCS)** tem três reuniões já marcadas para continuar as discussões.
Demandas sindicais
Na sexta‑feira, 24 de julho, a **CGTP** voltou a exigir um aumento imediato do salário mínimo para **1.050 euros**, posição que mantém a pressão sobre as negociações entre Governo, sindicatos e associações patronais.
O desfecho das conversas na Concertação Social será determinante para saber se o salário mínimo de 2027 sobe para além dos 970 euros ou se o Executivo aplica o valor já acordado. As próximas reuniões da CPCS podem, portanto, definir diretamente o montante final e o calendário de aplicação.












