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O Partido Socialista reúne esta quarta-feira para definir a mensagem que levará ao debate do Estado da Nação, marcado para quinta-feira. A direção quer apurar responsabilidades em várias áreas do Governo, mas, por enquanto, não pedirá a demissão do ministro da Educação.
Reuniões e objetivo estratégico
O Secretariado Nacional reúne-se às 17h00 e a Comissão Política às 21h30, numa sessão em que José Luís Carneiro pretende ouvir contributos dos dirigentes mais próximos e depois partilhar a sua orientação com deputados e militantes. O foco principal é alinhavar a intervenção do partido no debate parlamentar de quinta-feira.
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Educação sob escrutínio
Fontes próximas de José Luís Carneiro, ouvidas pelo DN, confirmam que a crítica ao desempenho do ministro da Educação, Fernando Alexandre, estará em destaque. O PS exigirá explicações e responsabilização pelo episódio da correção dos exames nacionais.
No entanto, acrescentam as mesmas fontes, a bancada não deverá pedir agora a demissão do ministro. O argumento é que o processo de correção dos exames continua por esclarecer e carece de informações adicionais antes de medidas mais drásticas.
Laboural, saúde e fogo: três frentes de ataque
Os socialistas vão recordar o chumbo do pacote laboral e apontar falhas nas negociações da concertação social, atribuindo essa responsabilidade à ministra Maria do Rosário Palma Ramalho. Será uma das linhas de intervenção já mapeadas pela direção.
A Saúde também estará na agenda, com o PS a olhar para relatórios sobre consultas e cirurgias no Serviço Nacional de Saúde. Apesar das críticas, o partido tem sublinhado disponibilidade para aprovar medidas de centro, quando couberem.
Outro ponto sensível será a atuação do Governo perante os incêndios do verão de 2025. José Luís Carneiro tem sido crítico da resposta e o PS pretende responsabilizar o primeiro‑ministro, Luís Montenegro, por atrasos na atribuição de apoios às populações afetadas. A mudança na Administração Interna reforça esse enquadramento de crítica política.
Pedido de documentação sobre Odemira
O PS quer consultar a documentação completa da Câmara de Odemira relativa ao licenciamento urbanístico da propriedade ligada a Luís Neves. Fontes do partido disseram ao DN que consideram essencial que o titular da Administração Interna apresente faturas que comprovem pagamentos ao construtor.
Ao mesmo tempo, os socialistas reconhecem que muitos contratos celebrados em procedimento público com a Polícia Judiciária datam de antes da entrada de Neves na instituição. Por isso, a avaliação formal desses contratos ainda não foi feita e o tema não deverá ser explorado em profundidade no debate desta semana.
Medidas sociais e o Orçamento de 2027
Carneiro tem insistido na necessidade de medidas imediatas de apoio às famílias, ajudas para o custo de vida e propostas transitórias para mitigar os efeitos da crise e da inflação energética. Estes pontos podem constar da intervenção no Estado da Nação.
Quanto ao Orçamento do Estado de 2027, os socialistas descartam abordá‑lo nesta fase. O partido pretende dedicar-lhe atenção específica numa fase posterior, dizem as fontes.












