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O ministro da Defesa, Nuno Melo, afirmou que Portugal está a analisar a hipótese de aderir à nova constelação de satélites proposta pela NATO, mas garantiu que a prioridade continua a ser a conclusão da Constelação do Atlântico. As declarações foram prestadas à Lusa e à rádio Observador durante um seminário em Lisboa, no dia 15 de julho.
Prioridade nacional e financiamento europeu
Melo explicou que o esforço do governo está concentrado na implementação da constelação marítima atlântica, um projeto que, segundo ele, segue dependente de recursos limitados. Ainda assim, o ministro apontou para novos mecanismos de financiamento a nível europeu como um fator que tem permitido avançar.
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“O nosso empenho, no momento, está na concretização da constelação do Atlântico, beneficiando de recursos que são sempre escassos, mas em novos mecanismos de financiamento que foram surgindo ao nível europeu”, disse o ministro.
O responsável falava no âmbito do seminário “A nova centralidade dos Açores: Perspetiva estratégico‑militar”, organizado no Instituto Universitário Militar, em Lisboa.
Projeto da NATO: custo e posição de Portugal
Na semana anterior, no Fórum da Indústria da Aliança, à margem da cimeira dos chefes de Estado e de Governo da NATO, foi divulgado um plano para uma “mega constelação” de satélites avaliada em cerca de quatro mil milhões de dólares. Portugal não integra essa iniciativa, segundo os elementos divulgados, mantendo‑se, com Espanha, na Constelação Atlântico.
Interrogado sobre se Lisboa seguirá a aposta de Madrid e se juntará ao projeto da NATO, Nuno Melo evitou uma resposta categórica: não quis “confirmar nem desmentir” e afirmou que “não há neste momento uma decisão que esteja tomada”.
O ministro realçou ainda que Portugal tem sido destacado na Europa pelo investimento no setor espacial. Segundo Melo, essa atenção traduz‑se em reconhecimento institucional ao trabalho português na área.
Missão multinacional: cautela sobre o âmbito
O ministro confirmou que o Conselho Superior de Defesa Nacional emitiu um parecer favorável sobre uma possível nova missão multinacional, mas pediu prudência na divulgação de pormenores. Pelo caráter e sensibilidade do conflito em questão, explicou, a matéria deve ser tratada com reserva até que todas as condições fiquem definidas.
“Portugal tem disponibilidade para, num contexto de segurança e de cessar‑fogo, ajudar à garantia de navegabilidade num estreito, numa dimensão que há de ser precisada num momento posterior”, afirmou Melo, acrescentando que essa disponibilidade será comunicada com todas as cautelas necessárias.
Estreito de Ormuz e contribuições possíveis
Quando questionado sobre a ligação desta missão ao Estreito de Ormuz, o ministro afirmou que se trata de uma possível contribuição de Portugal aos aliados, condicionada à existência de garantias de segurança e a um cessar‑fogo. O empenho envolveria meios das Forças Armadas dentro das capacidades técnicas portuguesas.
Na sua intervenção no seminário, Melo também declarou a disponibilidade das Forças Armadas para apoiar a segurança marítima no Estreito de Ormuz “quando as condições o permitirem”.
Em 18 de junho, o ministro já tinha referido que Portugal pondera integrar operações de desminagem no Estreito de Ormuz com recurso a veículos não tripulados e está a estudar um reforço da participação em missões europeias no Médio Oriente. Todos estes temas, disse ele, serão submetidos oportunamente ao Conselho Superior de Defesa Nacional.












