Mostrar resumo Ocultar resumo
André Ventura anunciou que vai reunir os órgãos nacionais do Chega para avaliar possíveis medidas contra o ministro da Administração Interna, Luís Neves, no seguimento de alegadas ameaças. A decisão foi anunciada após um encontro em Belém, onde o caso e o impacto no funcionamento do Governo foram discutidos.
Encontro com o Presidente
O anúncio foi feito esta quarta-feira, depois de uma reunião no Palácio de Belém com o Presidente da República. Segundo Ventura, a conversa abordou as alegadas ameaças atribuídas a Luís Neves e a necessidade de avaliar como isso pode afetar a atividade governativa.
Gana no grupo L: Queiroz recorre a Mandela e Semenyo para tentar o milagre em 70 dias
Perante um mundo incerto, Seguro defende UE com voz própria e pede atenção a correntes extremistas
Acusações e defesa do ministro
O incidente remonta a uma intervenção no Parlamento, em 27 de maio, quando o Chega afirma que o ministro terá usado a expressão “vais pagá-las” dirigida a André Ventura. O partido apresentou essa leitura como um comportamento inaceitável do titular da Administração Interna.
Luís Neves negou veementemente a versão do Chega. O ministro diz ter proferido apenas “têm zero” e acusou o partido de recortar imagens para alterar o contexto.
Sem pedido imediato de demissão
Apesar de qualificar os factos como graves, Ventura não exigiu a demissão imediata do ministro nem prometeu apresentar uma moção de censura ao Governo. O presidente do Chega afirmou que cabe ao primeiro‑ministro, Luís Montenegro, fazer essa apreciação.
Ao mesmo tempo, Ventura criticou o chefe do Executivo, acusando‑o de ter «medo» de escrutinar Luís Neves, e pediu esclarecimentos rápidos. O líder do partido disse pretender falar com o primeiro‑ministro nas próximas horas.
Próximos passos e calendário
Ventura adiou qualquer decisão concreta até depois do debate do Estado da Nação, agendado para a tarde desta quinta‑feira, justificando que não quer “contaminar” essa discussão com um caso individual.
Além de convocar os órgãos nacionais do partido, o Chega mantém a pressão política pela obtenção de explicações públicas sobre o episódio, enquanto a oposição e o Governo observam as movimentações.











