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No 43.º Congresso do PSD, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, atribuiu à evolução demográfica — marcada pelo aumento do número de imigrantes — a sensação de escassez de médicos de família e defendeu que é necessário reprogramar a prestação dos cuidados de saúde. A governante disse também que, apesar de reconhecer ser a mais impopular do executivo, mantém o compromisso de cumprir o programa do Governo.
No congresso social-democrata
Ana Paula Martins abriu a sua intervenção sublinhando que Portugal enfrenta “muitos desafios” e que a transformação do sistema de saúde é urgente. A ministra referiu obras em curso ou reabilitações hospitalares, citando entre outros o Hospital Central do Alentejo, e afirmou que esta foi a primeira vez que teve oportunidade de prestar contas aos militantes do partido.
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Admitiu conhecer a sua impopularidade: “sou a ministra menos popular deste Governo”, disse, mas acrescentou que a prioridade é a responsabilidade do cargo, não a busca de aprovação pública.
Perceção da falta de clínicos e causas apontadas
Martins argumentou que a noção de carência de médicos de família é, em grande parte, uma questão de perceção. Segundo a ministra, factores demográficos recentes — nomeadamente um acréscimo “brusco” da população ligado ao acolhimento de imigrantes — têm aumentado a pressão sobre os serviços.
Para além disso, mencionou a existência de redes que exploram a abertura democrática e negócios ilegais baseados em falhas de outros sistemas de saúde. Ainda assim, garantiu que o esforço para aumentar o número de médicos de família é real e que esse crescimento deverá continuar “nos próximos meses”.
Resposta a críticas mediáticas e desempenho do SNS
Ao dirigir-se aos jornalistas, a ministra recordou as campanhas que destacavam serviços de urgência encerrados e questionou a narrativa negativa. Lembrou episódios em que eram mostradas várias urgências fechadas e perguntou retoricamente quem se recorda desses relatos.
Colocou também interrogações sobre outras críticas: “alguém diz que os helicópteros do INEM cumprem a sua função?” e se o SNS não estaria, apesar da pressão demográfica, a aumentar a sua produção. A mensagem foi de defesa de resultados face às dificuldades.
Prioridades orçamentais e compromisso político
A ministra recordou que o PSD já governou em fases difíceis e defendeu que os recursos públicos devem ser aplicados com rigor: “cada euro dos nossos impostos tem de ser investido adequadamente”, afirmou.
Por fim, reafirmou o seu compromisso com o programa do Governo, garantindo que continuará a cumprir as medidas previstas até ao fim da legislatura, apesar das críticas e do contexto desafiante.












