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Portugal começou o Mundial fora do planeado: o empate com a República Democrática do Congo deixou dúvidas sobre a forma da equipa e sobre as ambições no torneio. Nas horas seguintes, Diogo Dalot assumiu o papel de porta-voz e surge como uma das figuras chamadas a galvanizar o grupo antes do encontro com o Uzbequistão.
Empate que complica e exige reação
O resultado frente ao Congo foi um revés. Não só porque as expectativas eram outras, mas porque a equipa não mostrou soluções claras ofensivas. A fotocópia do jogo inaugural terá de ser virada rapidamente se Portugal quiser lutar pela qualificação.
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Sem minutos na estreia, Diogo Dalot falou com a imprensa e tentou acalmar o ambiente em redor da Seleção. A referência ao coletivo deixou claro que a responsabilidade é partilhada e que a equipa precisa de um novo rumo já na segunda jornada.
“A mensagem que gostamos de passar e queremos passar sempre é que obviamente temos milhões de pessoas que querem que Portugal ganhe, temos algumas pessoas e muitas pessoas que provavelmente não querem que Portugal ganhe”, afirmou Diogo Dalot, numa tentativa de colocar perspetiva no ambiente à volta da equipa.
O que se destacou no resto do dia
A Alemanha venceu a Costa do Marfim num jogo que confirmou qualidade, mas também deixou avisos para o treinador Julian Nagelsmann. Deniz Undav foi decisivo e, com um bis, confirmou a passagem germânica à fase seguinte.
Do lado africano, a Costa do Marfim saiu de cabeça erguida apesar da derrota, mostrando que terá argumentos neste Mundial. Para seguir em frente, espera-se que consiga aproveitar um calendário favorável nas partidas seguintes.
Nos outros resultados, os Países Baixos construíram uma vitória contundente sobre a Suécia, com destaque para Brian Brobbey, avançado que tem impressionado após emergir com influência semelhante à de grandes nomes da Bélgica, segundo a crónica. Já o Equador perdeu uma oportunidade clara ao empatar sem golos com Curaçao, um resultado que o obriga a somar pontos contra a Alemanha para manter hipóteses de apuramento.
O Japão confirmou favoritismo ao bater a Tunísia, que, segundo relatos, tomou a decisão extrema de despedir o selecionador logo após a primeira jornada — uma mudança drástica que não alterou o resultado do jogo.
Golo do dia
O momento que selou a reviravolta alemã veio de Deniz Undav. Não foi um golo de efeito, mas teve potência e oportunismo: o bis do avançado foi o que confirmou a passagem da Alemanha.
Jogador do dia
Victor Muñoz merece menção. Ex-Osasuna, já transferido para o Liverpool, tem vindo a ganhar destaque como elemento importante em Espanha. O potencial é evidente e o seu progresso será acompanhado de perto pelos adeptos e pelos clubes.
Camisola do dia
O equipamento que sobressaiu traz influências de um visual mais associado ao rugby: corte robusto e gola marcada. A escolha transmite uma imagem de força e resistência, uma solução estética que alguns elogiam por conferir presença aos jogadores.
Músicas do dia
- C. Tangana & Nathy Peluso — “Ateo”. Uma parceria que consolidou o lugar do artista espanhol na cena contemporânea.
- Cosmicat — “Huna (Lucid Mix)”. Uma proposta vinda da Arábia Saudita que ganha destaque pela voz e produção.
- Tito Paris — “Dança Ma Mi Criola”. Clássico cabo-verdiano com forte impacto emocional.
- Jaime Roos — “Una Vez Más”. Uma porta de entrada para a música do Uruguai.
- dEUs — “Instant Street”. Banda com grande público em Portugal e canção que explica esse sucesso.
- Wust El Balad — “El Leil Elly Maloosh Akher”. Sonoridade egípcia que adiciona diversidade à seleção musical.
- The Naked & Famous — “Punching In A Dream”. Tema ligado a memórias de videojogos e emoção competitiva.
- Chaartaar — “Tardide Raftan”. Formou-se como uma das bandas iranianas mais influentes.












