Comissão Europeia sugere desbloquear 4,2 mil milhões para a Hungria e autorizar o seu regresso ao Erasmus

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A Comissão Europeia propôs esta quarta-feira desbloquear 4,2 mil milhões de euros em fundos da Política de Coesão para a Hungria e reintegrar o país nos programas Erasmus+ e Horizonte Europa. A decisão surge depois de uma revisão das reformas apresentadas por Budapeste e acompanha um acordo político fechado em maio entre Bruxelas e o novo Governo liderado por Peter Magyar.

O que foi aprovado pela Comissão

Segundo o executivo comunitário, as medidas adotadas por Budapeste afastaram as fragilidades previamente apontadas no domínio do Estado de direito. Com base nessa avaliação, a Comissão propôs a libertação dos fundos regionais que estavam congelados desde 2022.

Medidas consideradas determinantes

A avaliação da Comissão destaca mudanças em áreas-chave que, na sua visão, reforçam os mecanismos de controlo e prevenção da corrupção.

Tribunal com martelo e escadas de entrada a sugerir controlo judicial reforçado
Reforço do controlo judicial foi destacado pela Comissão como medida determinante.

  • Maior poder e acesso à informação da Autoridade de Integridade;
  • Implementação de um sistema abrangente de declaração de património;
  • Ampliação do controlo judicial sobre decisões de investigação e acusação e reforço dos controlos sobre fundos europeus.

Além disso, Bruxelas sublinha a adesão da Hungria ao organismo da Procuradoria Europeia e novas regras sobre beneficiários efetivos e contratação pública como elementos que fortalecem a prevenção de conflitos de interesse.

Próximos passos para a liberação dos recursos

A proposta da Comissão terá agora de ser votada pelos Estados‑Membros. O regulamento prevê um prazo de cerca de um mês para essa aprovação.

Sala de reunião de representantes nacionais em votação num salão institucional
Os Estados‑Membros terão cerca de um mês para votar a proposta da Comissão.

Se o aval for obtido, será encerrado o congelamento iniciado em 2022, a primeira aplicação do chamado mecanismo de condicionalidade da UE, criado para proteger o orçamento europeu contra desvios antidemocráticos que afetem o Estado de direito.

Contexto político e montantes envolvidos

O anúncio está ligado ao entendimento político alcançado em maio entre Peter Magyar e a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen. Esse acordo seguiu-se à vitória de Magyar sobre Viktor Orbán nas eleições húngaras, um mês antes.

Ao todo, Bruxelas havia retido 16,4 mil milhões de euros: cerca de 10 mil milhões relativos ao plano de recuperação, 4,2 mil milhões da Política de Coesão — agora propostos para desbloqueio — e aproximadamente 2,2 mil milhões condicionados a reformas sobre a liberdade académica.

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