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Quase 10 milhões de pessoas deram a sua opinião sobre os novos desenhos das notas de euro, numa consulta pública que vai ajudar a definir a aparência da próxima série de notas a ser introduzida a partir do início da década de 2030. O elevado envolvimento do público marca um passo relevante no processo de decisão do Banco Central Europeu.
Grande adesão à consulta
O Banco Central Europeu (BCE) revelou que participaram no inquérito público um total de 9,96 milhões de cidadãos da Europa e de outras regiões. Segundo a instituição, isso equivale a cerca de 2,6% da população da zona euro.
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Entre os participantes encontram-se mais de 923 mil residentes em Espanha, informou o BCE. A consulta decorreu entre 23 de julho e 21 de setembro e destinou-se a recolher opiniões sobre dez propostas de design já pré-selecionadas.
O órgão destacou ainda que as respostas vieram de todas as faixas etárias, com especial destaque para os mais jovens: dois terços das contribuições foram enviadas por pessoas com menos de 35 anos.
“Este número impressionante demonstra o grande interesse que os europeus têm nas suas futuras notas”, afirmou Christine Lagarde, presidente do BCE.
Como foram validados os resultados
Para assegurar que os resultados refletem corretamente a população da zona euro, os dados do inquérito serão tratados com métodos estatísticos padrão. Além da consulta pública aberta, uma empresa independente conduziu um segundo inquérito com uma amostra representativa da população da zona euro, usando as mesmas perguntas.
Essas duas fontes de informação — a participação massiva do público e a sondagem representativa — serão combinadas na avaliação final.
Temas e propostas em análise
As propostas de design exploram dois temas principais: “a cultura europeia” e “rios e aves”. O primeiro destaca figuras e património cultural partilhado; o segundo foca ecossistemas e biodiversidade.

Na vertente cultural surgem representações de personalidades como a cantora de ópera Maria Callas, o compositor Ludwig van Beethoven, a cientista Marie Curie, o escritor Miguel de Cervantes, Leonardo da Vinci e a jornalista e romancista Bertha von Suttner. Entre as alternativas naturais estão desenhos de aves como o treparriscos, o guarda-rios-comum, o abelharuco-comum, a cegonha-branca, a perna-longa e o alcatraz-do-norte.
Próximos passos e calendário
O Conselho do BCE deve tomar a decisão final sobre o desenho antes do fim do ano. A escolha terá em conta os resultados dos dois inquéritos, as recomendações do júri independente responsável pelo concurso de design e uma avaliação técnica.
Após a decisão, o BCE publicará um relatório detalhado com as opiniões recebidas sobre cada proposta e com os resultados por país. O desenho selecionado será depois adaptado e aperfeiçoado para ser transformado em notas.
O que muda nas notas
O BCE indica que a nova série incluirá medidas de segurança reforçadas, assim como melhorias na acessibilidade e na sustentabilidade. A entrada em circulação será gradual, a partir do início da década de 2030, e as notas atualmente em circulação continuarão a ser válidas e a circular em paralelo com a nova série.












