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A PSP deteve em Lisboa um homem de 31 anos suspeito de furtar e enganar idosos ao apresentar-se como cuidador certificado. As autoridades dizem que pelo menos 15 idosos foram lesados na Área Metropolitana de Lisboa, e a investigação continua para apurar o alcance total das alegações.
Como o suspeito ganhava acesso às vítimas
Segundo a investigação, o arguido atuou em várias localidades — entre elas Lisboa, Cascais e Oeiras —, apresentando-se como cuidador qualificado para obter a confiança das pessoas idosas e entrar nas suas casas. Com essa aparência profissional, conquistava acesso ao domicílio e à rotina das vítimas.
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Para reforçar a credibilidade, terá utilizado materiais e imagens que simulavam afiliações profissionais. Nas redes sociais publicava fotografias com fardas associadas a bombeiros e a profissionais de saúde e chegou a inscrever-se numa corporação de bombeiros para utilizar a farda como forma de convencer os alvos. As autoridades indicam ainda que recorreu a outras pessoas para consolidar essa imagem.
Modus operandi e prejuízos
Durante as visitas aos lares das vítimas, o suspeito terá aproveitado a condição clínica de idosos para subtrair objetos de valor e ter acesso a cartões bancários. A PSP relata que esses cartões foram depois usados para pagamentos e para transferências para contas que, segundo a polícia, estariam sob controlo do detido.

O prejuízo total estimado chega perto dos 100 mil euros. Em dois casos, as perdas individuais chegam a cerca de 25 mil euros, perfazendo quase metade desse montante. A polícia admite que podem existir mais vítimas, que deverão ser identificadas à medida que o processo avança.
Antecedentes e detenção
As diligências revelaram ainda antecedentes por crimes similares em Viseu. A detenção ocorreu na terça‑feira, depois de o suspeito ter sofrido uma queda de um terceiro andar — circunstâncias que permanecem por esclarecer — e fraturado ambas as pernas.
Internado durante 45 dias, o homem foi detido pela PSP no exterior da unidade hospitalar assim que teve alta médica. A operação contou com coordenação do Ministério Público e cooperação dos profissionais do hospital.
O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial, e o tribunal decretou a prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa. A investigação prossegue, com a polícia a tentar identificar eventuais novas vítimas e a esclarecer integralmente os factos.












