Irão insiste que o Estreito de Ormuz só reabrirá quando os EUA honrarem compromissos

Mostrar resumo Ocultar resumo


O Irão anunciou que manterá o estreito de Ormuz fechado até que os Estados Unidos cumpram as obrigações previstas num protocolo assinado em junho. A declaração, feita pelo chefe dos negociadores iranianos, eleva a pressão sobre negoceiações que tentam encerrar um conflito regional em expansão.

Condições apresentadas por Teerão

Mohammad Bagher Ghalibaf — que também preside o parlamento iraniano — disse, em discurso transmitido pela televisão estatal e citado pela agência France-Presse (AFP), que o estreito não será reaberto enquanto os compromissos norte-americanos não forem concretizados.

Entre as exigências mencionadas estão várias medidas concretas relacionadas com as operações e sanções que afetam o Irão.

  • Levantamento do bloqueio naval imposto pelos EUA;
  • Descongelamento dos ativos iranianos retidos no exterior;
  • Suspensão do embargo sobre o petróleo iraniano;
  • Fim das operações militares «em todas as frentes», na formulação de Ghalibaf.

Por que a posição iraniana importa

O estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o comércio internacional de hidrocarbonetos. Qualquer interrupção prolongada pode ter efeitos diretos sobre os fluxos de petróleo e sobre preços globais.

Navios-tanque transportando petróleo através de uma rota comercial internacional.
O Estreito de Ormuz é essencial para o transporte global de hidrocarbonetos.

Desde junho, Teerão e Washington conduzem negociações para pôr fim à violência desencadeada em 28 de fevereiro, quando, segundo relato das partes na região, uma ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos e por Israel foi lançada contra o Irão.

Em resposta, o Irão bloqueou a passagem no estreito e realizou ataques a bases e outros alvos norte-americanos na região, ações que, segundo o próprio texto, ampliaram o conflito para grande parte do Médio Oriente.

O capítulo com o Líbano

Além das demandas dirigidas aos EUA, Teerão exige o fim das hostilidades de Israel contra o Líbano, onde o exército israelita enfrenta o grupo extremista libanês Hezbollah, aliado do Irão. Segundo o relato disponível, Tel Aviv tem procurado, até agora, separar os dois confrontos.

Dê o seu feedback

Seja o primeiro a avaliar este post
ou deixe uma avaliação detalhada



Semanário Transmontano é um meio independente. Apoie-nos adicionando-nos aos seus favoritos do Google News:

Publicar um comentário

Publicar um comentário