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O Irão anunciou que manterá o estreito de Ormuz fechado até que os Estados Unidos cumpram as obrigações previstas num protocolo assinado em junho. A declaração, feita pelo chefe dos negociadores iranianos, eleva a pressão sobre negoceiações que tentam encerrar um conflito regional em expansão.
Condições apresentadas por Teerão
Passados quatro anos, tudo volta a girar à volta dele — crónica Argentina–Argélia
Irão insiste que o Estreito de Ormuz só reabrirá quando os EUA honrarem compromissos
Mohammad Bagher Ghalibaf — que também preside o parlamento iraniano — disse, em discurso transmitido pela televisão estatal e citado pela agência France-Presse (AFP), que o estreito não será reaberto enquanto os compromissos norte-americanos não forem concretizados.
Entre as exigências mencionadas estão várias medidas concretas relacionadas com as operações e sanções que afetam o Irão.
- Levantamento do bloqueio naval imposto pelos EUA;
- Descongelamento dos ativos iranianos retidos no exterior;
- Suspensão do embargo sobre o petróleo iraniano;
- Fim das operações militares «em todas as frentes», na formulação de Ghalibaf.
Por que a posição iraniana importa
O estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o comércio internacional de hidrocarbonetos. Qualquer interrupção prolongada pode ter efeitos diretos sobre os fluxos de petróleo e sobre preços globais.

Desde junho, Teerão e Washington conduzem negociações para pôr fim à violência desencadeada em 28 de fevereiro, quando, segundo relato das partes na região, uma ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos e por Israel foi lançada contra o Irão.
Em resposta, o Irão bloqueou a passagem no estreito e realizou ataques a bases e outros alvos norte-americanos na região, ações que, segundo o próprio texto, ampliaram o conflito para grande parte do Médio Oriente.
O capítulo com o Líbano
Além das demandas dirigidas aos EUA, Teerão exige o fim das hostilidades de Israel contra o Líbano, onde o exército israelita enfrenta o grupo extremista libanês Hezbollah, aliado do Irão. Segundo o relato disponível, Tel Aviv tem procurado, até agora, separar os dois confrontos.











