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O Banco Carregosa afirmou não esperar efeitos materiais nas suas operações ou resultados depois das buscas realizadas pelas autoridades num inquérito sobre suspeitas de fraude fiscal no Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT). As autoridades dizem que o esquema pode ter lesado o Estado em mais de 66 milhões de euros entre 2017 e 2025.
Posição oficial do banco
Num comunicado, o Banco Carregosa garantiu que, com base na informação disponível, não prevê impacto material na sua atividade ou nos seus resultados decorrente das diligências policiais. A instituição afirma ser alheia às alegadas práticas ilícitas e diz não identificar irregularidades nos procedimentos que adota.
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Carregosa não espera que buscas causem impacto material na sua atividade ou nos seus resultados

O banco sublinha que os cerca de 66 milhões de euros apontados pelas autoridades não dizem respeito à instituição, nem representam o valor de qualquer operação, exposição ou contingência que lhe possa ser imputada. Além disso, nem a instituição nem qualquer dos seus administradores, diretores ou colaboradores foram constituídos arguidos.
A entidade acrescenta que continuará a cooperar com as autoridades, nos termos legalmente aplicáveis, e reserva-se o direito de tomar as medidas necessárias para defender o seu nome e interesses.
As buscas e as suspeitas
Na quarta-feira foram executadas 53 buscas, segundo a Polícia Judiciária (PJ). As diligências incidiram na sede do Banco Carregosa, no Porto, e também na sede do Banco Angolano de Investimentos, em Lisboa, além de instalações de empresas e escritórios de advogados.

A PJ aponta indícios de «esquemas organizados» que envolviam a constituição em série de sociedades comerciais, formalmente criadas para a compra e revenda de imóveis mas sem atividade económica real — conhecidas como empresas de prateleira. As autoridades estimam que o eventual prejuízo para o Estado ultrapasse os 66 milhões de euros no período 2017‑2025.
Inquérito e enquadramento legal
O processo está a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e corre sob segredo de justiça, informou a procuração. Por isso, detalhes do inquérito permanecem reservados.
Perfil do banco e efeitos financeiros
O Banco Carregosa, presidido por Maria Cândida da Rocha e Silva, é uma instituição sediada no Porto, com foco em gestão de fortunas e corretagem nos mercados de capitais.
No relatório e contas de 2025, o banco divulgou um lucro de 2,8 milhões de euros, uma redução de 33% face a 2024. A direcção insiste na confiança na correção da sua atuação e na vontade de proteger a sua reputação perante desenvolvimentos futuros.











