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O chanceler alemão Friedrich Merz avisou que as negociações sobre o próximo orçamento plurianual da União Europeia serão “muito, muito difíceis”, mas não descartou um entendimento entre os 27 até ao fim do ano. A declaração foi feita à chegada à cimeira do Conselho Europeu, que reúne esta quinta e sexta-feira em Bruxelas.
Negociações em terreno difícil
Merz disse que, com “dois meses e meio, três meses” até ao final do ano, as conversações ainda estão longe de um consenso. A sua avaliação sublinha a complexidade de fechar o próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP 2028-2034) dentro do calendário previsto.
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Apesar do pessimismo, o chanceler deixou uma possibilidade em aberto: um acordo até dezembro permanece ao alcance, se as posições se aproximarem nas próximas semanas.
A proposta irlandesa e o corte proposto
No centro das discussões está a nova proposta negociadora apresentada pela Irlanda — a chamada negobox. A iniciativa propõe uma redução de 8% face à proposta original da Comissão Europeia, fixando o envelope em 1,62 biliões de euros.

O documento irlandês assume-se como ponto de partida para o debate entre Estados-membros, mas não garante que todas as capitais aceitem esse nível de contenção orçamental.
Temas paralelos na agenda
Para além do QFP, a cimeira inclui questões de prioridade imediata, como a crise dos preços energéticos. A discussão sobre apoio financeiro e logística à Ucrânia também está marcada para estes dois dias de reuniões.
O Presidente Volodymyr Zelensky participa na sexta-feira numa sessão de debate com os líderes da UE. Portugal está representado pelo primeiro‑ministro Luís Montenegro, que acompanha as deliberações em Bruxelas.
Com as posições ainda distantes, a cimeira pode ser decisiva para clarificar prazos e compromissos, mas o desfecho final continua incerto. As próximas rondas de negociações deverão mostrar se a meta de um acordo até ao fim do ano é realista.












