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O aumento dos preços da energia está a pressionar famílias e empresas e a afetar a competitividade europeia, alertou esta quinta-feira o presidente do Conselho Europeu. Em Bruxelas, os chefes de Estado e de Governo reúnem‑se durante dois dias para procurar medidas urgentes e temporárias que aliviem os custos energéticos.
Pedido de ação coordenada
António Costa pediu uma resposta comum da União Europeia face à crise energética desencadeada pelas tensões no Médio Oriente. Nas suas declarações públicas, defendeu a necessidade de “medidas específicas e temporárias” para reduzir a volatilidade dos preços e o impacto sobre cidadãos e empresas.
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António Costa apela a uma ação europeia coordenada contra a crise energética

O presidente do Conselho também sublinhou que, a prazo, é crucial diminuir a dependência europeia dos combustíveis fósseis. Segundo Costa, a actual conjuntura está a “comprometer a nossa competitividade” e a União Europeia deve trabalhar de forma alinhada para mitigar esse efeito.
Encontro em Bruxelas: prioridades da cimeira
O Conselho Europeu começou hoje e prolonga‑se até sexta‑feira à tarde. A agenda inclui, além de esforços para conter a escalada dos preços da energia, negociações sobre o próximo orçamento comunitário e a análise do apoio financeiro à Ucrânia.
Esperam‑se pedidos por parte dos líderes para que a Comissão Europeia apresente novas propostas que respondam de forma prática e rápida às tensões no mercado energético.
Medidas em discussão
Fontes ligadas às discussões apontam para um conjunto de opções técnicas e de coordenação que visam aliviar a pressão sobre os preços.

- Otimização da capacidade das refinarias europeias;
- Agregação da procura de energia entre Estados‑membros;
- Maior coordenação no abastecimento de combustíveis;
- Alargamento das possibilidades de ajudas estatais para empresas e famílias.
Estas propostas procuram reduzir choques de curto prazo sem pôr em causa os objectivos climáticos de longo prazo, segundo participantes nas negociações.
Divergências e limites a algumas propostas
Bruxelas tem mostrado reticência em relação a certas medidas mais controversas. Entre as opções rejeitadas pela Comissão estão um imposto europeu sobre lucros extraordinários das empresas do sector e uma extensão da flexibilização das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento para abrir mais espaço orçamental aos Estados‑membros.
Posição de Portugal
Portugal está representado na cimeira pelo primeiro‑ministro Luís Montenegro. O líder do Governo português afirmou que compras conjuntas de energia na UE “não são solução” para a crise e criticou o actual sistema europeu de formação de preços.
A intervenção portuguesa reflete divergências entre Estados‑membros sobre a melhor combinação de medidas imediatas e reformas estruturais para aumentar a resiliência do mercado energético europeu.











