Moscovo acusa França de pirataria em operação contra petroleiro no oceano Índico

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O Governo da Rússia qualificou esta quinta-feira como “pirataria” a abordagem feita pela Marinha francesa a um navio ligado à alegada “frota fantasma” nas imediações da ilha da Reunião, no oceano Índico. Moscovo descreve a ação como uma violação grave do Direito internacional e exige explicações.

Reação de Moscovo

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Grushko, disse à agência Interfax que a intervenção francesa constitui um ato que vai “muito para além dos limites do Direito internacional”.

Edifício institucional com microfones representando uma declaração oficial russa
Reação oficial de Moscovo foi transmitida por porta-vozes e diplomatas.

Grushko acrescentou que não houve vítimas civis no incidente, mas que isso não altera a posição de Moscovo sobre o episódio, que classificou como “uma violação grave, totalmente inaceitável”.

Até ao momento, segundo a Rússia, Paris não se pronunciou sobre as críticas lançadas pelo vice-ministro.

A operação da Marinha francesa

Fontes oficiais francesas informaram que a Marinha interceptou na segunda‑feira o petroleiro identificado como DF Peak, a cerca de 833 quilómetros a sul da ilha da Reunião, departamento francês no oceano Índico.

Fragata militar próxima de um petroleiro no mar durante uma operação de interceção
A Marinha francesa interceptou o petroleiro DF Peak a sul da ilha da Reunião.

O Presidente Emmanuel Macron afirmou esta semana que o navio está sob investigação por, alegadamente, “navegar com uma bandeira falsa” e por transportar combustível de forma irregular. “A França está determinada a combater a ‘frota fantasma’ em todo o mundo”, declarou Macron.

A apuração dos factos corre por ordem do governador da ilha da Reunião, que supervisiona a investigação em curso.

O que está em jogo

O episódio coloca em evidência o confronto entre preocupações de segurança marítima e interpretações rivais do Direito internacional. Para Moscovo, a operação ultrapassou limites legais; para Paris, a ação insere‑se numa estratégia mais ampla contra navegação suspeita.

Sem uma resposta pública de Paris às críticas russas, o impasse aumenta a atenção sobre como Estados europeus e parceiros no Índico coordenam fiscalizações e intervenções em alto mar.

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