Mostrar resumo Ocultar resumo
O Governo da Rússia qualificou esta quinta-feira como “pirataria” a abordagem feita pela Marinha francesa a um navio ligado à alegada “frota fantasma” nas imediações da ilha da Reunião, no oceano Índico. Moscovo descreve a ação como uma violação grave do Direito internacional e exige explicações.
Reação de Moscovo
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Grushko, disse à agência Interfax que a intervenção francesa constitui um ato que vai “muito para além dos limites do Direito internacional”.
Do equipamento ao golo de El Manco: recordações do Mundial de 1930 organizado e ganho pelo Uruguai
António Costa apela a uma ação europeia coordenada contra a crise energética

Grushko acrescentou que não houve vítimas civis no incidente, mas que isso não altera a posição de Moscovo sobre o episódio, que classificou como “uma violação grave, totalmente inaceitável”.
Até ao momento, segundo a Rússia, Paris não se pronunciou sobre as críticas lançadas pelo vice-ministro.
A operação da Marinha francesa
Fontes oficiais francesas informaram que a Marinha interceptou na segunda‑feira o petroleiro identificado como DF Peak, a cerca de 833 quilómetros a sul da ilha da Reunião, departamento francês no oceano Índico.

O Presidente Emmanuel Macron afirmou esta semana que o navio está sob investigação por, alegadamente, “navegar com uma bandeira falsa” e por transportar combustível de forma irregular. “A França está determinada a combater a ‘frota fantasma’ em todo o mundo”, declarou Macron.
A apuração dos factos corre por ordem do governador da ilha da Reunião, que supervisiona a investigação em curso.
O que está em jogo
O episódio coloca em evidência o confronto entre preocupações de segurança marítima e interpretações rivais do Direito internacional. Para Moscovo, a operação ultrapassou limites legais; para Paris, a ação insere‑se numa estratégia mais ampla contra navegação suspeita.
Sem uma resposta pública de Paris às críticas russas, o impasse aumenta a atenção sobre como Estados europeus e parceiros no Índico coordenam fiscalizações e intervenções em alto mar.












