Mostrar resumo Ocultar resumo
Os ministros das Finanças do G20 encerraram esta quarta-feira duas jornadas de reuniões nos Estados Unidos com um apelo à garantia de uma navegação livre e sem custos no estreito de Ormuz, alvo de bloqueios pelo Irão, que se encontra em confronto com Washington. O comunicado final foi amplamente aprovado, mas registou uma exceção clara: a China.
O que diz o comunicado
Notícias de motociclismo
Alta da energia pressiona inflação na zona euro, mas ainda não atingiu outros bens
Segundo a nota divulgada pelos organizadores americanos, os ministros reforçaram que a liberdade, a segurança e a previsibilidade da circulação marítima no estreito de Ormuz e em outras rotas globais são fundamentais para sustentar o crescimento económico. O texto também sublinhou a necessidade de resolver os conflitos e guerras em curso como condição para estabilidade económica.

O parágrafo que menciona explicitamente o estreito foi, nas palavras do comunicado, “aprovado por todos os membros do G20, à exceção da China”.
Rupturas com a China
O comunicado refere ainda que Pequim rejeitou vários trechos além do relativo a Ormuz. Entre os pontos vetados estiveram passagens sobre os desequilíbrios globais — uma alusão indireta ao saldo comercial favorável da China — e propostas relacionadas com um quadro comum para a resolução de dívidas soberanas em países em crise.

Durante a conferência de imprensa, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse esperar um texto “unânime”. Depois reconheceu que um participante ficou de fora desse consenso, sem identificar o país imediatamente. Questionado sobre a dissidência, afirmou: “É óbvio que o país com o maior e insustentável excedente em conta corrente, a China, era a opinião dissidente”.
Rússia na cimeira e a diplomacia necessária
Bessent também garantiu que a presença do ministro das Finanças russo nas reuniões, realizadas em Asheville, na Carolina do Norte, não afetou os resultados das discussões.
O anfitrião admitiu que a inclusão da Rússia deixou alguns representantes europeus com “um gosto amargo”, mas acrescentou que manter canais de diálogo é importante para tentar pôr fim à guerra na Ucrânia.
Implicações
As divergências entre membros do G20 evidenciam fricções sobre comércio, saldos externos e mecanismos de gestão de dívida. Mesmo com um texto quase consensual, as reservas de um ator-chave como a China mostram limites práticos à unidade do grupo em temas económicos sensíveis.












