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Após uma operação policial na madrugada que desfez o acampamento pela habitação na Praça D. João I, no Porto, os organizadores convocaram uma nova concentração para as 19:00 desta quinta-feira. O movimento diz ter contabilizado dezenas de feridos e pede responsabilização pelas ações das forças de segurança.
Convocatória e sequência de ações
Num apelo divulgado no Instagram, o grupo que desde sábado ocupa a praça marcou encontro para as 19:00 no mesmo local onde começou a acampada. No cartaz da convocatória lê-se: “Face ao abuso policial, poder popular”.
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Os participantes relatam que, depois de reinstalarem tendas durante a noite, a polícia as retirou novamente. A operação desta madrugada ocorreu às 02:56, segundo o movimento.
Relato do movimento e reivindicações
Em comunicado, os organizadores afirmam que a intervenção policial provocou ferimentos em 37 pessoas, duas em estado grave, e que entre os feridos está uma pessoa com deficiência. Vários participantes terão sido encaminhados para hospitais.

O coletivo lista seis pedidos principais: revogação da lei das rendas, fim dos despejos, proibição da compra de imóveis por fundos especulativos, aumento da habitação pública, recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e estabelecimento de tetos para as rendas.
Versão das autoridades
A PSP confirmou existir feridos entre os manifestantes e também um polícia lesionado, mas não detalhou números. A força policial justificou a ação com base em alegados “comportamentos de resistência” por parte de alguns presentes.
A Câmara do Porto anunciou a realização de uma conferência de imprensa dedicada aos acontecimentos da madrugada para as 11:30 desta quinta-feira.
Contexto e desdobramentos
Na segunda-feira, a Polícia Municipal já tinha retirado cerca de 50 tendas da praça, justificando que o acampamento ocupava indevidamente o espaço público. Ainda assim, os ativistas mantiveram o protesto, dormindo ao relento ou voltando a montar abrigos.
Durante uma assembleia popular realizada na quarta-feira, os participantes votaram por continuar a acampada e retomar o pernoitar em tendas. O grupo manifestou a intenção de alargar o movimento a outras cidades, com uma ação já marcada para Lisboa no sábado.











