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Luis de la Fuente anunciou uma lista de 26 jogadores que deixa uma leitura clara: o Barcelona assume grande peso na seleção enquanto o Real Madrid não tem nenhum representante. No centro das atenções está o jovem Lamine Yamal, e o selecionador encara o Mundial com a responsabilidade de retirar a Espanha da fase de resultados prematuros que a têm perseguido desde 2010.
Convocados
| Posição | Jogadores (clube) |
|---|---|
| Guarda-redes (3) | Unai Simón (Ath. Bilbao), David Raya (Arsenal, Inglaterra), Joan García (Barcelona) |
| Defesas (8) | Marc Cucurella (Chelsea), Álex Grimaldo (Bayer Leverkusen), Pau Cubarsí (Barcelona), Aymeric Laporte (Ath. Bilbao), Marc Pubill (Atl. Madrid), Eric García (Barcelona), Marcos Llorente (Atl. Madrid), Pedro Porro (Tottenham) |
| Médios (7) | Pedri (Barcelona), Fabián Ruiz (PSG), Martín Zubimendi (Arsenal), Gavi (Barcelona), Rodri (Manchester City), Álex Baena (Atl. Madrid), Mikel Merino (Arsenal) |
| Avançados (8) | Mikel Oyarzabal (Real Sociedad), Dani Olmo (Barcelona), Nico Williams (Ath. Bilbao), Yéremy Pino (Crystal Palace), Ferran Torres (Barcelona), Borja Iglesias (Celta de Vigo), Víctor Muñoz (Osasuna), Lamine Yamal (Barcelona) |
Barcelona domina; Real Madrid ausente
A convocatória confirma uma tendência: o Barcelona tem uma presença muito elevada entre os eleitos — “quase um terço”, como destacam os critérios do selecionador — enquanto o Real Madrid fica de fora pela primeira vez nesta fase. A lista mantém uma base conhecida e inclui jogadores que têm procurado oportunidades em Inglaterra, sem esquecer clubes fortes da La Liga como Real Sociedad, Athletic Bilbao, Osasuna e Celta.

Lamine Yamal: a nova referência
Com apenas 18 anos, Lamine Yamal surge como a figura mais comentada da equipa. Cresceu nas camadas jovens do Barcelona e assumiu maior protagonismo desde o Europeu de 2024, torneio em que a Espanha bateu a Inglaterra com um golo decisivo de Oyarzabal. Yamal também esteve na final da Liga das Nações perdida para Portugal.

O seu desempenho recente elevou as expectativas individuais: foi segundo colocado na votação da Bola de Ouro em 2025 e chega ao Mundial com ambição de acrescentar um título que falta ao seu palmarés.
De la Fuente e a meta coletiva
Desde que assumiu o comando da seleção em dezembro de 2022, Luis de la Fuente tem procurado consolidar uma identidade de jogo focada na posse e no coletivo. O treinador renovou contrato até 2028 e encara o torneio como o maior desafio do seu mandato.
O passado recente pesa: a Espanha não ultrapassou os oitavos de final desde o título de 2010, e a eliminação diante de Marrocos no Mundial de 2022 — numa disputa de grandes penalidades depois de 120 minutos dominados por ambos os lados — continua presente. De la Fuente soma uma taxa de presença nas finais das grandes provas elevada e um registo de decisões com 66,7% de sucesso nas finais que disputou, valor que ficou aquém dos 100% por causa da derrota na lotaria de penáltis com Portugal.
Preparação e ligações externas
O estágio da seleção realiza-se em Chattanooga, Tennessee — com alojamento no The Read House Hotel e treinos na Baylor School — como parte da preparação para o Mundial.
Há ainda uma ligação explícita a Portugal na lista: Pedro Porro, que jogou três épocas no Sporting, e Álex Grimaldo, formado no Benfica durante sete temporadas, entram nas opções para as laterais e trazem experiência da Primeira Liga portuguesa.
O que esperar
Esta convocatória mostra um ponto de transição: uma seleção que tenta conciliar uma identidade coletiva histórica com a visibilidade crescente de jovens talentos individuais. O equilíbrio entre estes fatores e a capacidade de evitar um dia negativo serão determinantes se a Espanha quiser aspirar a estar na luta pelo título.












