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A Noruega regressa a um Campeonato do Mundo quase três décadas depois e entra no Mundial-2026 com um estatuto ambicioso: não só trouxe estrelas como Erling Haaland, como construiu uma equipa capaz de surpreender. A seleção de Ståle Solbakken chega com ritmo de resultados sólidos e uma geração que já se destacou nos principais palcos europeus.
Expectativas e contexto do grupo
A presença norueguesa no torneio termina uma ausência que durava desde 1998 e coloca o país numa posição de curiosidade entre as seleções médias do Mundial. No sorteio do grupo, a França surge como a clara favorita, enquanto a Noruega parte numa posição em que é claramente superior ao Iraque e pode discutir o jogo com o Senegal.
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A maior dúvida para os nórdicos é a limitada experiência recente frente a adversários extra-europeus, um factor que poderá condicionar partidas que exijam adaptação a estilos distintos. Ainda assim, a qualidade individual do plantel eleva a ambição do país para 2026.
Como se qualificou
A Noruega garantiu o apuramento terminando em primeiro lugar no Grupo I da UEFA, com 24 pontos em oito encontros contra Itália, Israel, Estónia e Moldávia. Ao longo da campanha destacou-se por resultados contundentes, entre os quais triunfos por 11-1 sobre a Moldávia e por 5-0 frente a Israel, além de duas vitórias significativas sobre a Itália (3-0 em casa e 4-1 fora).
Jogadores-chave e perfil da equipa
Erling Haaland é naturalmente o rosto mais conhecido da equipa, mas não caminha sozinho: Martin Ødegaard assume a braçadeira de capitão e há outros nomes em bom momento, como Jens Petter Hauge, Jørgen Strand Larsen e Alexander Sørloth. A presença de jovens em crescimento e de jogadores experientes cria um equilíbrio na selecção.

O esquema apontado como base é um 4-1-4-1 que aposta numa linha ofensiva com criatividade e referência no ataque. O colectivo tende a privilegiar transições rápidas para explorar a potência do seu ponta-de-lança e as combinações entre médio-ofensivos.
Convocatória (26)
- Guarda-redes (3): Egil Selvik (Watford), Ørjan Nyland (Sevilha), Sander Tangvik (Hamburgo)
- Defesas (8): Kristoffer Ajer (Brentford), Fredrik Bjørkan (Bodø/Glimt), Henrik Fæloy Falchener (Viking), Sondre Langås (Derby County), Torbjørn Heggem (Bolonha), Holmgren Pedersen (Torino), Julian Ryerson (B. Dortmund), Leo Østigård (Génova)
- Médios (8): David Møller (Wolverhampton), Martin Ødegaard (Arsenal), Patrick Berg (Bodø/Glimt), Kristian Thorstvedt (Sassuolo), Thelo Aasgård (Rangers), Fredrik Aursnes (Benfica), Sander Berge (Fulham), Morten Thorsby (Cremonese)
- Avançados (7): Jørgen Strand Larsen (Crystal Palace), Oscar Bobb (Manchester City), Erling Haaland (Manchester City), Andreas Schjelderup (Benfica), Jens Petter Hauge (Bodø/Glimt), Antonio Nusa (RB Leipzig), Alexander Sørloth (Atl. Madrid)
Treinador e percurso
Ståle Solbakken dirige a equipa desde dezembro de 2020. Aos 58 anos, traz um currículo que inclui passagens por clubes como Hamarkameratene, Copenhaga, Colónia e Wolverhampton. O treinador conquistou vários títulos ao serviço do FC Copenhagen, nomeadamente oito campeonatos e quatro taças na Dinamarca, totalizando doze troféus listados na sua carreira.
No plano táctico, Solbakken tem apostado em equilíbrio entre solidez defensiva e libertação de jogadores ofensivos para explorar a capacidade de finalização de Haaland.
Preparação e cenário prático
A seleção instalou o seu estágio nos Estados Unidos, no Grandover Resort & Spa (Wyndham Grand) na Carolina do Norte, com treinos programados na University of North Carolina at Greensboro. A opção por um campo de treino fora da Europa faz parte da preparação para adaptar rotinas e ambiente antes do arranque do torneio.

Forma recente e estatísticas
Desde junho de 2025, a Noruega teve uma sequência de particulares e jogos oficiais com vários resultados de relevo: vitórias robustas como 11-1 à Moldávia e 5-0 a Israel, triunfos sobre a Itália (3-0 em casa e 4-1 fora), empates com Suíça e Nova Zelândia e um triunfo por 3-1 contra a Suécia. Esses resultados ajudaram a consolidar a confiança coletiva antes do Mundial.
No plano institucional, a selecção aparece no ranking FIFA no 31.º lugar (a 1 de abril de 2026). O melhor posicionamento histórico foi o 2.º lugar, atingido em outubro de 1993 e em julho/agosto de 1995. A Noruega já participou em três fases finais e o último Mundial foi em 1998, com o melhor resultado tendo sido os oitavos de final em 1938 e 1998.
Ligações a Portugal
A relação da Noruega com Portugal é marcada pela presença de dois jogadores do Benfica: Andreas Schjelderup, de 21 anos e com cerca de dez internacionalizações, prepara-se para o primeiro Campeonato do Mundo da carreira após uma época em ascensão pelos encarnados; já Fredrik Aursnes, que chegou a retirar-se da seleção em março de 2024, voltou a colocar-se ao dispor do selecionador e integra a convocatória para 2026.
Curiosidades e referências
Entre os recordes da seleção, John Arne Riise mantém o máximo de internacionalizações com 110 jogos, enquanto Erling Haaland é o maior goleador histórico com 55 golos.












