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Uma frase tem sido usada para resumir a atual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro: “A escolha será pelo candidato que as pessoas odeiam menos”. A ideia aponta para um eleitorado mais preocupado em evitar um adversário do que em apoiar uma proposta entusiasta.
O peso da rejeição
Quando a rejeição a candidatos é alta, a decisão tende a ser defensiva. Em vez de votar por afinidade, muitos eleitores optam por aquele cuja imagem inspira menos aversão.
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Esse tipo de comportamento não é novidade nas eleições, mas ganha destaque em cenários polarizados. A lógica do voto negativo transforma a campanha: erros que aumentem a rejeição passam a ter impacto direto na viabilidade eleitoral.
Consequências para as campanhas
Para cada candidatura, o desenho da estratégia muda. Em vez de intensificar ataques, algumas frentes adotam mensagens que suavizam percepções públicas. A intenção é reduzir o desgaste e atrair eleitores que buscam o menor mal.
Coligações, tom do discurso e gestão de imagem tornam-se prioridades. Movimentos que antes visavam mobilização intensa podem passar a privilegiar o controle de crises e a contenção de polarizações que desencadeiem rejeição.
O papel dos indecisos e da abstenção
Eleitores ainda sem definição e os que cogitam não votar podem decidir a corrida em favor do candidato menos rejeitado. Para esses segmentos, a percepção de risco influencia tanto a escolha quanto a disposição de comparecer às urnas.

Mensagens e microtargeting
Campanhas tendem a ajustar o conteúdo para grupos específicos. A comunicação busca reduzir pontos de tensão e enfatizar aspectos mais neutros ou conciliadores do candidato. O objetivo é minimizar situações que alimentem aversão.
No fim, a frase que abre este texto sintetiza uma realidade eleitoral: em contextos polarizados, a alternativa considerada menos indesejável frequentemente se sobrepõe à atração por projetos políticos. Isso redefine prioridades e coloca a gestão da imagem no centro da disputa.











