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Na cerimónia de entrega das espadas aos novos oficiais do Exército, realizada na Academia Militar em Lisboa, esta quinta‑feira, 1 de outubro, o Presidente da República António José Seguro sublinhou a necessidade de líderes capazes de decidir em situações sem respostas óbvias, manter a calma e criar união. O chefe de Estado advertiu que os confrontos futuros serão “completamente diferentes” dos que marcaram gerações anteriores.
Cerimónia e mensagem aos oficiais
Durante o acto, dirigido aos recém‑formados, António José Seguro falou da importância de uma liderança que resista à pressão e que promova coesão em momentos de divisão. Pediu oficiais com critérios firmes e capacidade para tomar decisões sob incerteza.
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Segundo o Presidente da República, essas qualidades não são meros atributos técnicos: responsabilidade moral e valores humanos devem orientar o comando em cenários complexos.
Os novos contornos do combate
O discurso enfatizou que os conflitos contemporâneos poupam cada vez menos o domínio tecnológico. Para o chefe de Estado, o espaço de combate deixou de ser exclusivamente físico e passou a incluir a troca de informação, o domínio digital e a influência sobre a perceção pública.

Referiu elementos como o ciberespaço, a inteligência artificial, a manipulação de narrativas e a velocidade de decisão como factores que tornam o campo de batalha multidimensional. Em consequência, exigem‑se capacidades diferentes das que existiam no passado.
Tecnologia não substitui caráter
Apesar de reconhecer a utilidade das máquinas e dos algoritmos, António José Seguro alertou que estes não substituem atributos humanos essenciais. Afirmou que sistemas automatizados podem processar informação, mas não podem assumir a responsabilidade moral de um comandante.
O Presidente defendeu que coragem, ética e julgamento continuam a distinguir líderes eficazes de meros gestores de recursos bélicos. Para ele, a combinação de treino técnico e formação moral será determinante.
Preparação integral dos oficiais
Ao concluir, destacou a necessidade de formar oficiais preparados não só no domínio técnico e intelectual, mas, sobretudo, com sólidas referências morais. Num mundo em rápida transformação, disse, essa aposta é fundamental para que Portugal disponha de quadros capazes de responder aos desafios contemporâneos.











