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O Panamá chega ao Mundial-2026 com ambição contida e um projeto de longo prazo: transformar a experiência acumulada em resultados frente a adversários de topo. Num grupo apertado com Inglaterra, Croácia e Gana, o selecionador Thomas Christiansen exige um passo em frente para que a equipa não fique apenas na presença histórica de 2018.
Por que este apuramento importa
Do ponto de vista matemático, a realidade continental complicaria muito a vida de seleções como o Panamá se o torneio exigisse a passagem por um apuramento com as vagas tradicionais da CONCACAF. Os canaleros preferem, no entanto, olhar para a progressão que construíram: manutenção do treinador apesar de resultados irregulares, redução de fragilidades e apostas numa base experiente.
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O desafio do Grupo L
O sorteio colocou o Panamá num grupo com duas equipas europeias de referência e um adversário africano que promete luta física e táctica. A primeira partida, diante de Gana (orientada por Carlos Queiroz), é vista pela equipa técnica como determinante. Entrar com um triunfo daria margem para encarar depois Inglaterra e Croácia com outra tranquilidade.

Thomas Christiansen tem sublinhado que marcar golos e celebrar já não chega como objetivo; a meta é conquistar resultados que coloquem o país “no mapa” do futebol internacional. Ainda assim, a derrota pesada num particular frente ao Brasil (2-6) lembrou os limites que o Panamá terá de ultrapassar para competir a este nível.
Equipe e perfil
Dos 26 convocados, metade tem mais de 30 anos, o que faz da lista uma das comissões de jogadores mais maduras do torneio. A aposta na experiência visa controlar momentos do jogo e dar equilíbrio contra adversários com mais estrelas individuais.
O modelo tático mais provável apresentado pela selecção tem sido o 3-5-2, com nomes estáveis na equipa titular como o guarda-redes Orlando Mosquera e figuras como Adalberto Carrasquilla no meio-campo e Ismael Díaz no ataque.
Destaques e referências
Adalberto Carrasquilla surge como a referência técnica do meio-campo, enquanto José Córdoba é apontado como uma das revelações da convocatória após atuação na Europa. No capítulo histórico, Aníbal Godoy é o jogador com mais internacionalizações e Luis Tejada mantém o estatuto de melhor marcador da selecção.
Convocatória e logística
A lista final inclui guarda-redes que actuam fora do país, defesas e médios espalhados por ligas da Europa e das Américas e avançados com experiência em campeonatos mexicanos e sul-americanos. A equipa estabeleceu o centro de estágio em New Tecumseth, Ontário, no Nottawasaga Inn Resort, onde fará a preparação para os jogos.
Forma recente
O percurso desde junho de 2025 apresenta resultados mistos: empates com Bósnia e África do Sul, vitórias caseiras em jogos particulares e resultados positivos nas fases de qualificação da CONCACAF que asseguraram o lugar na fase final. A derrota frente ao Brasil foi o resultado mais expressivo e serviu para calibrar exigência e ajustes defensivos.

- Bósnia — 1-1 (particular)
- Rep. Dominicana — 4-2 (particular)
- Brasil — 2-6 (particular)
- África do Sul — 1-2 e 1-1 (dois particulares)
- Vitórias importantes na qualificação CONCACAF que garantiram o apuramento
Ligações a Portugal
Embora actualmente não haja jogadores panamianos a actuar no futebol português, três convocados passaram por clubes de Portugal em fases anteriores das suas carreiras. Entre eles estão Fidel Escobar (ex-Sporting B), Puma Rodríguez (ex-Famalicão) e Ismael Díaz (ex-FC Porto B), pontos de contacto que reforçam a familiaridade de alguns jogadores com o futebol europeu.
O treinador
Thomas Christiansen, dinamarquês de 53 anos no comando desde julho de 2020, tem percorrido o projecto panamiano em clima de continuidade. Com passagens por clubes e funções técnicas na Europa e Médio Oriente, traz um perfil de treinador experimentado que agora procura traduzir trabalho e experiência em performances sólidas no palco mundial.











