Autoridades e público reúnem-se em Lisboa para dizer adeus a Jorge Palma

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Centenas de pessoas passaram esta quarta-feira pela sede da Voz do Operário, na Graça, para prestar homenagem a Jorge Palma, que morreu na segunda‑feira à noite aos 76 anos. O velório, aberto ao público, começou às 15h00 e atraiu músicos, atores, colegas de profissão e muitos admiradores.

Presenças e mensagens

Logo após a abertura do salão, dezenas de visitantes subiram ao quarto andar do edifício para deixar um último adeus. À entrada, dois livros de condolências receberam centenas de mensagens escritas por cidadãos anónimos e figuras públicas.

Pessoas a subir escadas dentro de um salão para prestar homenagem
Visitantes sobem ao quarto andar para deixar mensagens e despedir‑se.

Entre os que marcaram presença estiveram sobretudo colegas da música, mas também profissionais dos bastidores e pessoas ligadas a outras áreas culturais.

  • Cantores como Paulo Gonzo, Carminho, Camané e Dany Silva.
  • Músicos e colaboradores: Cabrita, Nuno Espírito Santo, João Gil, João Correia, Manuel João Vieira, Benjamim, Francisca Cortesão (Minta), Gabriel Gomes, Gil do Carmo e Romeu Bairos.
  • Outras presenças: Olavo Bilac, Joana Alegre, Rita Vian, Selma Uamusse e vários técnicos de palco, de som, roadies e managers.

Homenagens e sinais

Os elementos da equipa de Palma usavam camisolas pretas da digressão de 2024, com a inscrição “Antologia” e a listagem dos discos do músico. Esse símbolo ajudou a compor a atmosfera de despedida.

Camisolas pretas com lista de discos numa mesa, evocando uma digressão
As camisolas pretas da digressão, com a inscrição “Antologia”, marcaram a homenagem.

Também compareceram figuras de teatro e média, entre as quais as atrizes Paula Guedes, Maria João Luís e Ana Nave, o realizador Manuel Pureza, a ‘influencer’ Ana Garcia Martins (A Pipoca Mais Doce), os radialistas Pedro Fernandes e Henrique Amaro, o secretário‑geral da CGTP Tiago Oliveira e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.

Houve flores junto ao caixão — muitos trouxeram cravos vermelhos — e duas coroas destacavam‑se: uma de cravos e outra de rosas vermelhas, apontadas como a flor preferida de Palma.

Por cima da urna estava um retrato a preto e branco do músico. No palco do salão foi projetada uma imagem sua ao piano, a mesma utilizada na promoção dos espetáculos relacionados com o álbum “Só”.

Funeral e cremação

O cortejo fúnebre parte da Voz do Operário às 15h00 de quinta‑feira, com destino ao cemitério do Alto de São João. A cremação foi anunciada como «estritamente reservada à família e amigos próximos».

A despedida pública no salão da Graça deixou marcas entre colegas e fãs. Para muitos, foi uma oportunidade de recordar a carreira e a influência de um dos nomes mais reconhecidos da música portuguesa.

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