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A primeira Unidade de Saúde Familiar gerida por uma entidade privada em Portugal começa a funcionar esta segunda‑feira no Centro de Saúde de São Pedro da Cadeira, em Torres Vedras. O novo serviço — classificado como **USF Modelo C** — chega com a promessa de reduzir a lista de utentes sem médico de família na área.
Quem vai gerir a unidade
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A gestão da nova USF ficará a cargo da empresa KnokHealth Portugal, Lda, confirmou a Unidade Local de Saúde (ULS) do Oeste. A presidente do conselho de administração da ULS, Elsa Baião, disse à agência Lusa que se trata da primeira experiência deste tipo no país.

As consultas e serviços serão prestados nas instalações do Centro de Saúde de São Pedro da Cadeira, um edifício inaugurado em 2025 que, segundo a ULS, estava pouco utilizado até agora. A ocupação pretende aproveitar esse espaço moderno para atender a população local.
Quantos utentes serão afetados
A USF vai acolher sobretudo pessoas que, até agora, não tinham médico de família na freguesia de São Pedro da Cadeira e numa parte do Turcifal. No total, estarão abrangidos cerca de 5.463 utentes que atualmente não tinham equipa atribuída.
Segundo a ULS Oeste, a iniciativa visa ampliar o acesso aos cuidados primários e diminuir o número de cidadãos sem médico de família na área de influência da unidade.

Condições contratuais e custos
O acordo entre a ULS e a entidade gestora tem a duração prevista de cinco anos e um custo máximo estimado em torno de 2,4 milhões de euros. A remuneração da USF será vinculada a parâmetros concretos.

- Duração do contrato: cinco anos;
- Custo máximo estimado: cerca de 2,4 milhões de euros;
- Remuneração indexada ao número de utentes inscritos e ao cumprimento de objetivos assistenciais e indicadores de desempenho.
O que é uma USF Modelo C
O modelo C é uma forma de organização dos cuidados primários que permite a gestão de uma USF por entidades privadas ou do setor social, mediante contratualização com o Serviço Nacional de Saúde. Funciona com metas assistenciais, indicadores de desempenho e mecanismos de monitorização.
Os defensores do formato dizem que ele pode acelerar a cobertura médica em áreas com falta de profissionais. A ULS Oeste aponta a nova USF como um passo para reduzir o número de utentes sem equipa de saúde familiar na sua área de atuação.












