Guimarães: residências para estudantes de 18 milhões passam à fase final de construção

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As obras das novas Residências Universitárias do Avepark, em Guimarães, aproximam‑se da conclusão depois de uma fase de paragem. O investimento total ronda os 18 milhões de euros, com cerca de 7 milhões de euros financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e a autarquia diz estar a cumprir os prazos estabelecidos.

Retoma dos trabalhos e visita do executivo

O presidente da Câmara, Ricardo Araújo, acompanhou na terça‑feira a evolução da empreitada. Segundo a nota da autarquia, a visita teve como objetivo verificar o andamento dos trabalhos numa altura decisiva para a execução do projeto.

As obras tinham estado suspensas quando o atual executivo tomou posse, devido a um enquadramento jurídico‑administrativo complexo que travou a sua continuidade. A resolução desses entraves permitiu retomar a construção e colocar o projeto novamente em marcha.

O presidente realçou que a equipa municipal assumiu a responsabilidade de resolver os problemas detectados. Após a vistoria, mostrou‑se confiante no cumprimento dos prazos. “Saio daqui muito confiante de que vamos conseguir”, afirmou, segundo a autarquia.

Financiamento e calendário

O investimento previsto para o conjunto das residências é de aproximadamente 18 milhões de euros. Deste total, cerca de 7 milhões provêm do PRR, um apoio que a Câmara classificou como determinante para a viabilidade do projeto.

Como contrapartida do financiamento comunitário, está definido que até ao final de agosto deverá estar executada 90% da obra. A autarquia considera que o ritmo atual dos trabalhos torna esse objetivo exequível e reduz o risco de perda do apoio financeiro.

Perder esse montante seria um problema significativo, admitiu o presidente. Com as dificuldades administrativas ultrapassadas e a obra a avançar, a Câmara expressa otimismo quanto à salvaguarda do financiamento.

Impacto para a cidade universitária

Aquela que a autarquia descreve como uma “intervenção estratégica” visa reforçar a capacidade de alojamento em Guimarães. As residências destinam‑se a estudantes e investigadores ligados à Universidade do Minho, à Politécnica do Cávado e do Ave e ao ecossistema de ciência e inovação do Avepark.

Além de aumentar a oferta habitacional, o projeto é apresentado como um contributo para atrair e fixar talento académico e tecnológico na cidade, apoiando a interação entre instituições de ensino e empresas locais.

Com os trabalhos de novo em andamento, a Câmara diz estar empenhada em cumprir os compromissos e garantir que as residências entrem em funcionamento conforme planeado.

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