Mais de 800 registos do património documental do Alto Minho serão digitalizados

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A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho e os dez municípios da região vão financiar a digitalização de mais de 800 títulos do património documental local, numa operação orçada em 383 mil euros e cofinanciada por fundos comunitários, foi hoje revelado. A iniciativa pretende conservar arquivos que vão do século XVI até à atualidade e torná‑los acessíveis ao público pela internet.

O projeto e os seus objetivos

A ação visa sobretudo proteger documentos antigos contra a degradação física e facilitar o acesso à informação. Para isso, além da digitalização, estão previstos reforços nas infraestruturas de preservação digital e a adaptação dos sistemas de informação municipais.

Segundo a entidade responsável, a operação tem uma dimensão também educativa e cultural: os conteúdos digitalizados serão usados para apoiar investigação, ensino e iniciativas que promovam a identidade do território.

Que documentação será tratada

Serão digitalizados mais de 800 títulos, que totalizam cerca de 298 mil páginas. O acervo abrange materiais muito diversos, desde periódicos antigos e monografias a livros de contas, escrituras e coleções fotográficas.

O alcance cronológico é largo: a documentação inclui peças datadas do século XVI até publicações recentes, todas identificadas como de elevado valor patrimonial e histórico para o Alto Minho.

Acesso público e actividades de divulgação

Os documentos digitalizados serão disponibilizados gratuitamente em ambiente digital, através de um sistema integrado ligado ao catálogo coletivo da Rede Intermunicipal de Bibliotecas Públicas Municipais do Alto Minho (RIBAM).

O plano de execução inclui também uma componente de mediação cultural: está prevista uma exposição itinerante, a produção de um documentário institucional e uma campanha digital para dar visibilidade ao projeto e aos seus conteúdos.

Financiamento, coordenação e impacto regional

A iniciativa conta com apoio do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional — o projeto será comparticipado em 70% pelo FEDER. O investimento global anunciado é de 383 mil euros.

Como coordenadora, a CIM do Alto Minho assegurará a articulação entre os municípios, a coordenação técnica e a monitorização da execução do projeto.

Citado no comunicado oficial, o presidente da CIM, António Barbosa, afirmou tratar‑se de “um passo decisivo na preservação da memória coletiva do Alto Minho”, sublinhando ainda que “estamos a investir na proteção do nosso património documental, mas também na sua valorização e disponibilização pública, colocando‑o ao serviço da investigação, da educação, da cultura e da afirmação da identidade do território”.

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