Polícia detém quatro suspeitos de atearem fogo a camiões de empresa em Braga

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Quatro pessoas foram detidas pela Polícia Judiciária de Braga, em colaboração com a GNR, suspeitas de terem ateado fogo a vários camiões estacionados num parque empresarial em Celeirós, Braga, nos dias 7 e 8 de fevereiro de 2026. As autoridades dizem que os incêndios colocaram em risco bens e zonas florestais próximas.

Quem foram detidos

Os detidos — três homens e uma mulher — têm idades entre os 21 e os 33 anos e residem nos concelhos de Braga e Barcelos. Foram detidos fora de flagrante delito e vão ser levados ao tribunal de turno da Comarca de Braga para primeiro interrogatório e eventual aplicação de medidas de coação.

Apuramento e motivos apontados

Logo após serem informadas, a PJ e a GNR realizaram diligências que, segundo a Polícia Judiciária, reuniram prova indiciária robusta contra os arguidos. As investigações mostram que os incêndios ocorreram durante a madrugada, o que atrasou a deteção e complicou a recolha de vestígios.

Em comunicado, a PJ refere que os suspeitos terão agido por vingança e por um alegado fascínio pelo fogo, conscientes de que a sua conduta era ilícita e perigosa para a natureza, as populações e bens de terceiros.

Danos e risco de propagação

Os incêndios causaram prejuízos avaliados em alguns milhares de euros à empresa proprietária dos veículos. Além disso, colocaram em risco bens alheios estimados em centenas de milhares de euros, sobretudo pela proximidade de outros veículos semelhantes estacionados nas imediações.

Um dos locais atingidos situa-se numa área com elevada possibilidade de propagação. A PJ alerta para o perigo de contágio à mancha florestal, a campos agrícolas e a várias habitações próximas.

Ligação a outros incêndios

Durante as investigações, a Polícia Judiciária apurou indícios de que os quatro arguidos são também os prováveis autores de diversos incêndios rurais ocorridos na região de Braga ao longo de 2025 e início de 2026.

Polícia Judiciária e GNR mantêm as investigações em curso para apurar responsabilidades e recolher novos elementos probatórios.

Notícia atualizada às 10h41 para corrigir que são quatro os detidos e às 11h31 com aditamento ao comunicado da PJ.

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