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Hugo Soares classificou este sábado a moção de censura apresentada pelo Chega como «completamente deslocada da realidade», citando a recente subida do crédito de Portugal pela agência Fitch como prova do contrário. A iniciativa do Chega será debatida no Parlamento na terça-feira, mas enfrenta já a recusa garantida de votos suficientes para derrubar o Governo.
Declarações em Ponte de Lima e o argumento do rating
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Em declarações aos jornalistas durante a festa de rentrée política do PSD em Ponte de Lima, o secretário-geral do partido relacionou a moção com um esforço de promoção mediática por parte de André Ventura. Soares disse que o objetivo do líder do Chega é «estar constantemente nas televisões».
O responsável parlamentar justificou a crítica apontando para a decisão da agência Fitch, que na sexta-feira elevou o rating da dívida pública portuguesa de «A» para A+, com perspetiva estável. Segundo a agência, a alteração reflecte o fortalecimento das finanças públicas, uma trajetória de redução da dívida projetada e saldos orçamentais mais sólidos do que os de países comparáveis.
Soares contrapõe medidas económicas à moção
Hugo Soares listou indicadores económicos e sociais para sustentar a sua posição. Referiu aumentos salariais, sucessivas reduções de impostos, níveis de emprego recorde e uma queda no desemprego.

«Com as pessoas a saberem que têm um Governo que está a transformar o país», disse Soares, a moção acabaria por estar fora de sintonia face à realidade que, na sua perspetiva, o país vive atualmente.
Protagonismo político e recusa ao confronto
Soares acusou o Chega de tentar deslocar o centro do debate para temas de menor relevância, elevando o próprio partido ao protagonismo. Reafirmou que o PSD não pretende entrar nesse tipo de confronto público permanente.
Ao mesmo tempo, o líder parlamentar deixou claro que está disponível para debater «os problemas que afetam a vida das pessoas» e para procurar soluções em nome do partido.
O que está em causa na moção
A moção de censura do Chega, intitulada «Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições», responsabiliza o primeiro‑ministro pela manutenção no cargo do ministro da Administração Interna.
Será discutida na terça‑feira no Parlamento e, para ser aprovada, precisaria de 116 votos favoráveis — uma hipótese que o PS e a Iniciativa Liberal já descartaram. Trata‑se da primeira moção dirigida ao XXV Governo Constitucional e, segundo o documento do partido, a terceira apresentada aos executivos PSD/CDS‑PP liderados por Luís Montenegro.











