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A partir da Semana Europeia da Mobilidade, entre 16 e 22 de setembro, o Governo vai permitir que o Passe Ferroviário Verde de 20 euros seja usado nos serviços urbanos da CP nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, incluindo agora a Fertagus. A mudança pode reduzir a despesa de utentes que viajam apenas de comboio, mas tem limites e um custo estimado nas contas públicas.
O que muda na prática
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Até aqui, o PFV não era válido em troços cobertos pelos passes metropolitanos Navegante (Lisboa) e Andante (Porto), conforme as condições publicadas pela CP. O alargamento anunciado elimina essa restrição em alguns percursos urbanos, permitindo que passageiros que utilizem exclusivamente o comboio optem pelo título único de 20 euros.
A inclusão da Fertagus foi confirmada pelo Ministério das Infraestruturas e Habitação. Em comunicado divulgado a 21 de agosto, o executivo justificou a iniciativa como parte de uma política de simplificação tarifária.
Potenciais poupanças para as famílias
O Governo afirma que a medida pode reduzir custos para muitos utentes e dar mais motivos para deixar o carro em casa. As poupanças dependem, porém, do percurso e dos títulos atualmente usados por cada utilizador.

Como exemplo citado pelo ministério, um residente em Famalicão que trabalhe junto à estação de São Bento e que hoje combine um passe Andante de 40 euros com o PFV de 20 euros (total de 60 euros) poderá, com as novas regras, pagar apenas 20 euros mensais se viajar só de comboio. Isso representaria uma redução de 40 euros por mês — ou cerca de 480 euros por ano — neste caso concreto.
Para Lisboa, o executivo dá o exemplo de um passageiro de Monte Abraão, no concelho de Sintra, que trabalhe em Entrecampos. Se fizer a deslocação exclusivamente de comboio, poderá substituir o Navegante de 40 euros (ou a assinatura CP de 32,35 euros) pelo PFV de 20 euros, o que equivale a uma redução anual de 240 euros face ao Navegante.
Custo para o Estado e limitações
O ministério estima um impacto financeiro anual de 1,5 milhões de euros com o alargamento do Passe Ferroviário Verde. O comunicado não especifica os pressupostos por trás desse cálculo, como o número esperado de novos utilizadores ou quantos passageiros irão substituir os passes metropolitanos pelo PFV.
A medida foi descrita pelo Governo como uma forma de diminuir o número de títulos monomodais e simplificar a oferta tarifária. Ainda assim, quem necessita de metro, autocarro ou outros modos incluídos nos passes metropolitanos não beneficiará automaticamente das reduções apontadas — a economia ocorre apenas quando a deslocação é feita exclusivamente por comboio.
Por fim, o comunicado confirma que o serviço Alfa Pendular permanece excluído do Passe Ferroviário Verde.











