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A VASP, empresa do grupo BEL, ficou em primeiro lugar na avaliação provisória do concurso público internacional para distribuir imprensa em zonas de baixa densidade populacional, segundo o relatório do júri datado de 20 de agosto. A etapa agora segue para audiência prévia, antes da adjudicação final.
Resultado provisório e concorrentes
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De acordo com o documento preliminar comunicado às empresas, a proposta da VASP superou a da Pergaminhoflash em um dos dois lotes do concurso. A Pergaminhoflash foi criada em junho por José Manuel Rogeira de Jesus, proprietário da Parsoc, que detém participação no Jornal de Notícias.
No Lote 1 (Norte e Centro), com preço base de 1,7 milhões de euros para o período de três anos, a VASP apresentou uma oferta de cerca de 1,23 milhões e obteve 65 pontos. A proposta da Pergaminhoflash, de aproximadamente 1,4 milhões, foi classificada com 59,53 pontos.
Exclusão e vitória no Lote 2
No Lote 2 — que cobre Oeste, Vale do Tejo, Grande Lisboa, Península de Setúbal, Alentejo e Algarve, com preço base de 1,3 milhões para três anos — a Pergaminhoflash foi excluída. O júri considerou que não cumpria o requisito obrigatório de garantir pontos de venda em todos os concelhos, faltando informação sobre Alcoutim e Marvão.
Com essa exclusão, a VASP permaneceu como a única concorrente admitida para o Lote 2, com uma proposta em torno de um milhão de euros.
Economia para o Estado e obrigações do contrato
Somando os dois lotes, a oferta da VASP chega a cerca de 2,29 milhões de euros pelos três anos — cerca de 763 mil euros anuais. Esse valor representa uma redução de cerca de 712 mil euros face ao preço base total de 3 milhões, ou aproximadamente 24% de poupança para o Estado.

Se confirmada, a adjudicação exigirá do vencedor a garantia de pelo menos um ponto de venda ativo por cada concelho do território continental. O operador também terá de assegurar o transporte não discriminatório de todos os títulos concorrentes e a fornecer relatórios mensais detalhados sobre vendas e custos à fiscalização estatal.
Contexto e próximos passos
O concurso integra o Plano de Ação para a Comunicação Social (PACS), coordenado pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, e tem por objetivo garantir o acesso a jornais e revistas em todo o território continental, incluindo áreas onde a distribuição é deficitária.
As empresas têm agora cinco dias úteis para se pronunciar em audiência prévia, nos termos do Código dos Contratos Públicos. Só depois desse prazo será tomada a decisão de adjudicação definitiva.











