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O setor privado dos Estados Unidos criou 38 mil vagas em agosto, segundo a ADP Research — o menor acréscimo registrado desde o início do ano e abaixo do consenso de mercado. O resultado alimenta a percepção de uma desaceleração nas contratações, mas não indica uma deterioração acentuada do mercado de trabalho.
O que mostram os números
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EUA: setor privado gerou 38 000 empregos em agosto, menor alta desde janeiro
A ADP divulgou os dados nesta quarta-feira, 2 de setembro. Analistas consultados pela Bloomberg esperavam um avanço maior, de cerca de 47 mil postos de trabalho.

No mês anterior, o relatório da ADP havia apontado um ganho de 46 mil empregos no setor privado. A sequência de leituras mais modestas sugere contratações mais lentas, mas a tendência geral ainda é de estabilidade.
Contexto macro e a percepção da Fed
A criação de vagas na maior economia do mundo tem se mostrado irregular ao longo do ano. Dados governamentais citados por agências financeiras apontam para uma taxa de desemprego historicamente baixa, o que tem aliviado parte das preocupações da autoridade monetária.

Na conferência anual do banco central em Jackson Hole, o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, reconheceu sinais que merecem atenção, mas defendeu que o mercado de trabalho permanece coerente com o conceito de pleno emprego. Como disse Warsh: “Quando a oferta de mão-de-obra cresce muito pouco, o aumento mensal do número de empregos tende, naturalmente, a ser reduzido”.
Em seguida, acrescentou: “No entanto, em geral, as pessoas que querem trabalhar, na sua maioria, mantêm ou encontram emprego”.
O que vem a seguir
O relatório da ADP, elaborado em parceria com o Stanford Economy Lab, chega poucos dias antes do boletim oficial do governo sobre o emprego. Esse relatório, que será divulgado na sexta-feira e inclui também o emprego no setor público, é esperado para mostrar um aumento total de cerca de 55 mil postos em agosto.
Investidores e formuladores de política vão observar de perto o número oficial. Ele costuma influenciar avaliações sobre o ritmo de cortes ou manutenção dos juros por parte do Fed e ajuda a calibrar expectativas sobre a trajectória da economia.











