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A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e os parceiros do Bloco 0 anunciaram, esta segunda-feira, a descoberta de petróleo e gás condensado no poço de exploração 105-4X, na zona marítima da Bacia do Baixo Congo. Resultados preliminares indicam uma coluna superior a 600 metros no reservatório principal da Formação Pinda, um achado com potencial para acelerar a produção e a monetização dos recursos.
O que mostram os dados iniciais
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Segundo a ANPG, os registos preliminares confirmam uma coluna de óleo e gás condensado com mais de 600 metros (aproximadamente 2.000 pés) no reservatório principal. A nota refere ainda que a descoberta inclui mais de 90 metros de espessura líquida produtiva (Net Pay) e propriedades petrofísicas favoráveis ao desenvolvimento.

Os responsáveis planeiam agora um período de avaliação técnica e económica para determinar as opções de desenvolvimento do campo.
Quem opera e quais são as participações
O Bloco 0 é operado pela Chevron Corporation, através da subsidiária Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC). As participações no consórcio são as seguintes:
- Cabinda Gulf Oil Company Limited (Chevron) — 39,2%
- Sonangol E&P — 41%
- TotalEnergies — 10%
- Azule Energy — 9,8%
Plano de desenvolvimento e impacto operacional
O comunicado destaca que o desenvolvimento previsto prevê a ligação às infraestruturas já existentes no bloco. Essa solução permitiria uma rota de produção mais eficiente, com menor necessidade de investimento adicional em capital e maior rapidez na monetização dos volumes descobertos.

Em termos práticos, a ligação a instalações próximas tende a reduzir custos e acelerar o início das operações comerciais, mas dependerá dos resultados da avaliação técnica e económica em curso.
Reações das autoridades e da Chevron
Paulino Jerónimo, presidente do conselho de administração da ANPG, afirmou que a descoberta reforça o «elevado potencial» da Bacia do Baixo Congo e valida a estratégia de exploração adotada para o bloco. Segundo Jerónimo, o resultado cria condições favoráveis para uma monetização célere, com efeitos positivos na produção nacional, nas receitas dos parceiros e para o Estado angolano.
Do lado da Chevron, o vice‑presidente de Exploração, Kevin McLachlan, considerou o achado um marco na presença da petrolífera em Angola, que já ultrapassa sete décadas. McLachlan destacou que a combinação de exploração de alto impacto com oportunidades de desenvolvimento apoiadas por infraestruturas próximas amplia a base de recursos e contribui para a criação de valor.












