Passados quatro anos, tudo volta a girar à volta dele — crónica Argentina–Argélia

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Lionel Messi foi o protagonista da estreia da Argentina no Mundial 2026: hat-trick, vitória por 3-0 sobre a Argélia em Kansas City e dois recordes alcançados numa única noite — as 200 internacionalizações e a participação em seis edições do torneio. O triunfo deixou a seleção argentina em posição de candidata à defesa do título.

Contexto e expectativas

Quatro anos depois do título no Qatar, a Argentina entrou no Mundial com a ambição de provar que a conquista não foi um acaso. Aos 38 anos, Messi desembarcou nos EUA com a determinação de acrescentar capítulos à sua trajetória internacional.

O selecionador Lionel Scaloni manifestou publicamente a dependência da equipa no capitão, sublinhando a importância do seu profissionalismo e competitividade no dia a dia. Na antecâmara do jogo houve ainda notícia de confrontos entre adeptos nas proximidades de Times Square.

Decisões de Scaloni e a equipa inicial

Scaloni apresentou algumas surpresas no onze: Nicolás Otamendi e Julián Álvarez ficaram no banco, enquanto Messi entrou ao lado de Lautaro Martínez na frente. Do outro lado, a Argélia apostou em jogadores como Farès Chaibi e Riyad Mahrez entre as opções ofensivas.

O jogo em Kansas City

Os primeiros minutos foram atribulados e marcaram-se duas tentativas validadas pelo árbitro inicialmente, mas anuladas por fora de jogo — Messi aos 5′ e Chaibi aos 8′. Pouco depois, Rodrigo De Paul encontrou Messi e o capitão respondeu com um remate de pé esquerdo à entrada da área que não deu hipóteses a Luca Zidane (17′), fazendo o 1-0 antes do intervalo.

Momento de ação e celebração num jogo de futebol em estádio lotado.
A Argentina dominou a partida contra a Argélia em Kansas City, com Messi em destaque.

Na segunda parte a Argentina controlou a maioria do jogo. Lautaro teve uma ocasião que obrigou Zidane a uma defesa (54′), mas a noite era mesmo de Messi. Aos 60′, aproveitou a recarga após defesa incompleta do guarda-redes sobre um remate de Mac Allister e fez o 2-0. Já no último quarto de hora, voltou a aparecer na área adversária e, novamente de pé esquerdo, completou o hat-trick aos 76′. Pouco depois foi substituído, com a equipa consolidada na frente.

Recordes e marcos pessoais

O desempenho teve impacto imediato nos números pessoais de Messi. Ao chegar às 200 internacionalizações, passou também a ser o primeiro jogador a disputar seis Mundiais — estatuto que, segundo a mesma fonte prévia, Cristiano Ronaldo deverá igualar muito em breve. Com os três golos em Kansas City, Messi alcançou os 16 golos em fases finais, igualando Miroslav Klose como melhor marcador da história dos Mundiais.

Estatísticas e marcos históricos de um jogador de futebol em jogo internacional.
Messi alcançou a 200.ª internacionalização e igualou Klose como melhor marcador em Mundiais.

Além disso, tornou-se um dos marcadores mais idosos em edições do torneio e o mais velho a assinar um hat-trick numa fase final. Essas marcas reforçam a dimensão histórica do que se assistiu esta noite.

Implicações para o torneio

O resultado e a exibição servem como um aviso para os adversários do Grupo J, que também inclui Áustria e Jordânia. A Argentina deixou uma imagem de solidez e ambição desde o primeiro jogo, algo que acrescenta pressão às equipas do grupo e alimenta a expectativa de que continua entre as favoritas ao título.

Resta ver como Scaloni gerirá o percurso até à fase final, mas a estreia em Kansas City deu um sinal claro: a Argentina entra no Mundial com Messi no centro das suas aspirações e com argumentos para sonhar com a reconquista do troféu.

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