Milei acusa Sánchez de instrumentalizar migrantes para angariar votos

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O Presidente argentino Javier Milei relacionou a crise migratória em Ceuta com debates sobre políticas de imigração e publicou um decreto que restringe a entrada e facilita a expulsão de estrangeiros considerados hostis à Argentina. As críticas de Milei ao primeiro‑ministro espanhol Pedro Sánchez e a repercussão internacional mostram como o episódio na cidade espanhola cruzou fronteiras políticas.

Acusações de Milei contra Sánchez

Em entrevista ao canal LN+, Milei afirmou que Sánchez estaria a aproveitar a chegada massiva de migrantes para “os naturalizar e os fazer votar nele”, numa estratégia que, segundo o presidente argentino, visa “perpetuar a sua tirania”.

O teor da declaração reforça o tom político com que líderes de direita têm tratado o fluxo migratório em vários países.

Acusações de Milei contra Sánchez — Em entrevista ao canal LN+, Milei afirmou que Sánchez estaria a aproveitar a chegada massiva de migrantes para "os naturalizar e os fazer votar nele", numa estratégia que, segundo o presidente argentino, visa "perpetuar a

Medida do governo argentino

Na quinta‑feira, o Governo de Milei publicou um decreto que proíbe, para o futuro, a entrada no país ou torna passível de expulsão pessoas consideradas hostis aos argentinos ou ao Estado. O texto oficial aponta para uma linha de rigor migratório alinhada ao discurso do presidente.

O que se passa em Ceuta

Desde quinta‑feira, Ceuta registou um ingresso extraordinário de pessoas vindas de Marrocos. As autoridades locais chegaram a estimar cerca de 60.000 entradas, enquanto o Governo de Madrid contabilizou cerca de 50.000.

Pessoas tentando chegar a Ceuta durante crise migratória extraordinária
Crise migratória em Ceuta registou cifras divergentes entre autoridades espanholas e marroquinas.

Segundo o Ministério da Administração Interna de Espanha, a maioria dos migrantes acabou por regressar voluntariamente a Marrocos.

As forças de segurança espanholas indicam que aproximadamente 73.500 pessoas que se encontravam ilegalmente em Ceuta saíram da cidade desde quinta‑feira, número que pode incluir tanto entradas recentes quanto pessoas que lá já se encontravam dias antes.

Vítimas e números divergentes

As autoridades espanholas reportam que pelo menos 72 pessoas morreram ao tentar chegar a Ceuta nadando. Rabat, por sua vez, dá um balanço substancialmente inferior, de 11 mortos. As diferenças nas cifras têm sido destacadas na cobertura internacional.

Reações políticas internacionais

Imagens e relatos da crise em Ceuta foram usados por figuras da direita para reforçar posições contra a imigração. O ex‑presidente norte‑americano Donald Trump — mencionado como aliado de Milei — afirmou que, caso a sua corrente política não volte ao poder, o país seria “invadido a níveis que farão o que está a acontecer em Espanha parecer uma ninharia”, descrevendo o episódio como uma “invasão”.

O caso em Ceuta revela como movimentos migratórios podem alimentar narrativas políticas e influenciar decisões governamentais além das fronteiras onde ocorrem.

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