Mostrar resumo Ocultar resumo
Os dados do Banco de Portugal mostram que a dívida pública portuguesa subiu no segundo trimestre, atingindo 92,9% do PIB, e manteve a tendência de agravamento. Apesar disso, o Governo reafirma confiança em cumprir a meta de 87,5% do produto até ao fim do ano.
Como se chegou aos 92,9%
O Banco de Portugal divulgou, em comunicado de 3 de agosto, que a relação dívida/PIB aumentou 1,9 pontos percentuais face ao trimestre anterior, para 92,9%.
Brisa leva ao tribunal pedido de dois anos de prorrogação da concessão por perdas da pandemia
Como agir quando o filho se recusa a regressar à escola?
Em termos mensais, a evolução foi liderada por um acréscimo de 5,2 mil milhões de euros em junho de 2026, elevando o valor total da dívida para 293,9 mil milhões de euros.
Composição do aumento
O supervisor explica que a variação de junho refletiu, sobretudo, um aumento das responsabilidades em depósitos e dos títulos de dívida.
Mais concretamente, as responsabilidades em depósitos cresceram cerca de 0,5 mil milhões de euros, com destaque para os certificados de aforro (+0,6 mil milhões). Já os títulos de dívida subiram 4,7 mil milhões, sobretudo instrumentos de longo prazo.
Do lado dos ativos, os depósitos das administrações públicas totalizaram 31,4 mil milhões de euros, um aumento de 6,6 mil milhões face a maio.
Contexto e metas do Governo
O aumento ocorreu no trimestre que antecedeu o reembolso de 9 mil milhões de euros a credores, efectuado em 21 de julho.
Em esclarecimento enviado após a divulgação dos números, o Ministério das Finanças reiterou que o Executivo mantém “a confiança de atingir 87,5% do PIB até ao final do ano” e classificou a evolução da dívida como compatível com a execução do plano de financiamento da República Portuguesa.
(Notícia atualizada às 11:55 com esclarecimento enviado pelo Ministério das Finanças.)












