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Os primeiros dois meses da época de incêndios na União Europeia já geraram mais de 3,1 mil milhões de euros em custos, segundo cálculos do Financial Times — um valor que supera a estimativa da Comissão Europeia para toda a temporada. Espanha, França, Portugal, Grécia e Roménia figuram como os países mais afetados.
Como foi calculado o montante
O total apurado pelo Financial Times baseia-se principalmente nos custos de recuperação das áreas queimadas. Esses valores variam conforme o país e os métodos de restauro aplicados.
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Em alguns locais, a conta inclui reconstrução de infraestruturas, limpeza de terrenos e medidas urgentes para evitar erosão. Em outros, o cálculo considera também despesas directas com operações de combate aos fogos.
Já ultrapassou a previsão da UE
O montante de €3,1 mil milhões excede a previsão de impacto da Comissão Europeia, que apontava para cerca de 2,5 mil milhões de euros para toda a época de incêndios.
Comparação com anos recentes
Com a temporada ainda em curso, estes custos alinham-se com o pior ano da última década: 2021, cujo impacto foi ligeiramente superior a três mil milhões de euros. Em contraste, em 2025 o efeito económico foi de aproximadamente 500 milhões de euros.
Custos por apurar e efeitos secundários
As perdas totais provavelmente serão mais elevadas. Seguradoras, empresas e famílias continuam a avaliar danos, sobretudo após grandes incêndios em Espanha e França.
Há também impactos de médio prazo, como a redução de receitas turísticas em regiões afetadas, que ainda serão sentidos e aumentarão a factura final.
Risco de escalada
A especialista Sarah Meier, economista ambiental da ETH Zurich, alerta para um cenário mais grave se as chamas alcançarem áreas urbanas. “Se os incêndios eventualmente chegarem às cidades, o valor poderá ser muito, muito superior”, disse.












