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A exibição de Portugal frente à República Democrática do Congo deixou o foco mediático centrado em Cristiano Ronaldo, mas também valorizou a organização do adversário. O golo tardio de Wissa mudou a dinâmica do encontro e reacendeu dúvidas sobre a utilização do capitão no 11 inicial.
O olhar da imprensa estrangeira
A cobertura internacional avaliou a partida com termos críticos para a seleção portuguesa e, em particular, para Ronaldo. O The Telegraph sugeriu um contraste directo com a exibição de Lionel Messi pelo seu país, enquanto analistas britânicos consideraram que o avançado português foi neutralizado pela dupla de centrais congoleses Mbemba e Tuanzebe.
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O The Athletic destacou a frustração à volta da finalização de Portugal e notou que, no final do jogo, a maioria dos jogadores fez questão de saudar os adeptos — um gesto que não incluiu o capitão, que já tinha rumado ao balneário.
Vozes do jogo: críticas e sugestões
Entre as opiniões veio também a de Wayne Rooney, antigo colega de época de Ronaldo, que em Houston esperava ver «mais energia» da equipa. «Quero ver mais velocidade na equipa. Quero ver jogadores a ultrapassarem o Cristiano Ronaldo de vez em quando. Acho que foi uma exibição fraca da seleção de Portugal», admitiu o ex-capitão do Manchester United.
O The Guardian foi mais além nas propostas tácticas, recomendando alterações se a opção for manter Ronaldo em campo: colocar Bernardo Silva mais central, incentivar os laterais a subir e procurar dar mais ritmo aos passes. Alguns comentadores e adeptos chegaram a propor que Ronaldo passe a iniciar jogos no banco e seja utilizado como «super suplente».
Desempenho de Portugal e leitura espanhola
Jornais como o El País salientaram que a entrada de Portugal para a segunda parte foi marcada por um ritmo lento e várias imprecisões, acrescentando que a substituição de Vitinha por Gonçalo Ramos coincidiu com a perda do pouco dinamismo que a equipa mantinha.
O mérito da República Democrática do Congo
Apesar da atenção centrada em Ronaldo, a imprensa reconheceu o trabalho coletivo dos congoleses. A ESPN sublinhou que este encontro marcou o 10.º jogo consecutivo de um Campeonato do Mundo em que Ronaldo não marcou. Já o New York Times classificou o resultado como «fantástico» para a RD Congo, elogiando a disciplina, a organização e a resiliência defensiva demonstradas ao longo do jogo.
O golo de Wissa, já perto do fim, foi apontado como o momento que mudou o rumo do segundo tempo e justificou o ponto conquistado pela seleção africana.
O que fica para Portugal
O empate deixa Portugal com questões por resolver — sobretudo ao nível da finalização e da dinâmica ofensiva. As críticas ao desempenho individual de Ronaldo misturam-se com avisos sobre ajustes tácticos necessários para recuperar eficácia nos próximos jogos.
Do lado da RD Congo, o resultado serve como confirmação de um trabalho colectivo bem montado, capaz de inquietar adversários de maior estatuto e de obter um ponto considerado merecido pela imprensa internacional.












