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Portugal começou o Mundial-2026 com um empate 1-1 frente à República Democrática do Congo em Houston, um resultado que suscitou críticas e apelos à confiança dentro do grupo. Do capitão Cristiano Ronaldo às vozes do balneário, as reações misturaram frustração e a convicção de que o torneio ainda está em aberto.
Silêncio e curta intervenção de Cristiano Ronaldo
No final da partida, Ronaldo afastou-se do grupo, ficou alguns segundos sozinho com as mãos na cintura e seguiu direto para o balneário depois de cumprimentar adversários. Não participou nas entrevistas em campo, mas falou na zona mista do Toyota Center com poucas palavras: “Não faltou nada. O futebol é isto. Portugal poderia ter ganho, mas também perdido”.
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Mais tarde, nas redes sociais, o capitão procurou acalmar os adeptos ao afirmar que “isto está longe de ter acabado”, reforçando a ideia de que há margem para recuperação na fase de grupos.
Crítica e autocrítica no seio da equipa
João Cancelo foi direto ao descrever o empate como um resultado que “sabe a derrota”. O lateral apontou para a falta de oportunidades no último terço e reconheceu que, por vezes, a equipa se precipitou — contribuindo para contra-ataques perigosos do adversário. À CazéTV, resumiu: faltou força no último terço e, nalguns momentos, a equipa perdeu a calma.
Gonçalo Ramos também fez uma leitura autocrítica. Reconheceu que Portugal iniciou bem e marcou cedo, mas admitiu que a equipa relaxou e deixou de procurar o segundo e o terceiro golo. “Numa competição como esta não podemos acomodar-nos com uma vantagem de um golo”, afirmou, sublinhando a necessidade de uma margem mais confortável.
Apelos à confiança e visão coletiva
Semedo pediu aos adeptos que mantenham a fé no processo: foi só o primeiro jogo de um torneio longo e ainda restam dois encontros na fase de grupos. O lateral pediu calma e garantiu que a equipa “vai fazer um bom trabalho”, apelando à confiança nos métodos do grupo.
Rafael Leão destacou um momento determinante: nos primeiros 20 minutos Portugal controlou e marcou cedo, mas depois, possivelmente devido à ansiedade por ampliar a vantagem, cedeu terreno e a RD Congo ganhou outra dinâmica. Ainda assim, Leão lembrou que há dois jogos por disputar nos quais a seleção pode recuperar terreno.
Sentimentos mistos do marcador e palavra da FPF
João Neves, autor do golo português, viveu emoções contraditórias. Manifestou felicidade por estrear-se e marcar num Mundial, mas confessou sentir-se em baixo pelo resultado final. Ainda assim, realçou a união do grupo e a crença coletiva nas próprias qualidades.
Do lado institucional, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, deixou uma mensagem de confiança nas redes sociais, afirmando que o empate não altera a ambição portuguesa para a prova.
Um recado externo
Fora do grupo, Ricardo Quaresma deixou um apelo bem-humorado a Martínez, durante conversa na LiveModeTV: pediu que transmitisse ao treinador a sugestão de colocar João Félix com mais frequência. A mensagem teve tom de incentivo ao coletivo e ao aproveitamento de opções do plantel.












