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A 24.ª edição da Bienal Internacional de Arte de Cerveira abre ao público neste sábado, 18, com inauguração prevista para o Presidente da República, António José Seguro. Com o tema Territórios sem Fronteira, a mostra prolonga-se até 30 de dezembro e inclui uma homenagem ao artista plástico Silvestre Pestana.
Em entrevista ao CM, a diretora artística, Mafalda Santos, sublinhou por que motivo o tema foi escolhido. Num contexto global marcado por maior volatilidade, disse, as fronteiras físicas e simbólicas tornam-se um assunto central — sobretudo para uma cidade cujo território é, por definição, transfronteiriço. Para a responsável, a bienal é uma oportunidade para refletir sobre as linhas imaginárias que separam pessoas e criadores.
Exposições e itinerário
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O evento apresenta 140 participações artísticas e 185 obras vindas de 22 países, distribuídas por quatro espaços da cidade: o Museu Bienal de Cerveira, o Convento de S. Payo, o Espaço Queiroz Ribeiro e a Biblioteca Municipal. Entre as propostas há recortes de várias gerações e formatos.
Uma das mostras centrais é a retrospetiva intitulada ‘Luso Lunar’, dedicada a Silvestre Pestana, considerado uma das figuras mais inovadoras e radicais da arte contemporânea portuguesa. A programação pretende cruzar percursos locais com uma perspetiva internacional.
Concurso internacional e acessos
O Concurso Internacional da Bienal voltou a bater recordes: foram recebidas cerca de 900 candidaturas, com um total de 1 261 obras de artistas de 52 países. Mafalda Santos destacou que os números mostram como a iniciativa se afirmou fora de portas ao longo de mais de duas décadas.
O bilhete de entrada custa 5 euros, com descontos para jovens, seniores e pessoas com deficiência. A diretora artística convidou o público a visitar as exposições e a participar deste que é, nas suas palavras, um dos eventos mais antigos dedicados à arte contemporânea em Portugal.












