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Almada vive racionamentos de água desde o início de julho, com a Costa da Caparica entre as zonas mais afetadas. Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) informaram que, este sábado, a **reserva média** do concelho estava em **40%**, nível que permite reavaliar a duração dos cortes.
Como são calculadas as reservas
Os valores divulgados pelos SMAS resultam da soma dos volumes nos principais reservatórios do concelho. A contagem inclui instalações como Alto do Índio, Sobreda, Raposo, Lazarim, Trafaria, Vale Cavala e Pragal.
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Esse conjunto de depósitos serve de referência para medir a disponibilidade de água no sistema público e orientar as decisões sobre restrições.
Escala de monitorização e significado dos níveis
Os SMAS utilizam uma escala de cinco níveis para classificar a situação. Cada patamar está associado a um intervalo de reservas e a medidas concretas:
O nível mais crítico, o **vermelho**, corresponde a reservas inferiores a 20%. O **laranja** cobre 20% a 30%, o **amarelo** vai de 30% a 50%, o **verde** de 50% a 75% e o **azul** representa mais de 75%.
Cada cor implica ações diferentes: no vermelho são aplicadas as medidas mais restritivas; no laranja mantém-se a contenção; no amarelo procede-se à avaliação e se pondera reduzir as horas de corte; o verde admite o levantamento faseado de algumas limitações; o azul permite um retorno progressivo à normalidade.
Medidas já implementadas e impacto local
A câmara municipal declarou situação de alerta e anunciou cortes totais de abastecimento em algumas áreas do concelho. Também proibiu usos da água da rede pública que não sejam domésticos ou essenciais.
Residentes e comércio na Costa da Caparica foram os principais visados pelas interrupções, que têm-se sucedido desde o começo do mês e motivaram várias queixas.
Apoio a entidades vulneráveis e reforço da rede
Para reduzir o impacto nas instituições mais vulneráveis, os SMAS distribuíram reservatórios com capacidade para mil litros a estabelecimentos prioritários. Depois de instalados, esses depósitos foram abastecidos por camiões‑cisterna, numa operação descrita pela empresa municipal como mais segura e eficiente.
Paralelamente, a Câmara de Almada aumentou a capacidade de captação com dois novos furos. Esses pontos de água estão a injetar, em conjunto, **mais 120 metros cúbicos por hora** na rede pública, segundo a autarquia.
A evolução das reservas continuará a ditar as medidas. Os responsáveis locais mantêm o acompanhamento diário para ajustar cortes e retomada do abastecimento conforme a disponibilidade de água.












