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Roberto Martínez reconheceu que o empate de Portugal diante da RD Congo alterou o desenho do encontro e elogiou a atitude da equipa, mas recusou transformar o início da fase de grupos numa declaração de ambição pelo título. O selecionador sublinhou que o golo de João Neves foi um ponto de viragem e pediu objectividade para os próximos jogos.
Um registo inesperado para Martínez
O empate marcou também um dado estatístico invulgar: pela primeira vez, Martínez não somou vitória no jogo inaugural de uma grande competição ao serviço de uma selecção. São recordadas várias partidas de estreia bem-sucedidas do treinador, tanto ao leme de Portugal como em anteriores cursos internacionais.
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Do seu historial constam triunfos em aberturas de torneios — incluindo a vitória de Portugal sobre a República Checa no arranque do último Campeonato da Europa — e resultados positivos alcançados quando estava à frente da Bélgica, segundo o apuramento feito após o encontro.
O que mudou depois do golo
Numa avaliação imediata, Martínez explicou que a equipa começou o jogo com boas dinâmicas e capacidade de chegar ao último terço, mas que o golo de João Neves alterou esse equilíbrio. A estratégia passou a privilegiar a circulação de bola, cenário que permitiu à RD Congo reagrupar e assumir as transições.
“O golo mudou o jogo”, disse o técnico em declarações rápidas às televisões. Segundo ele, a equipa perdeu profundidade e deixou de criar as oportunidades necessárias para explorar movimentos dos avançados.
Atitude elogiada, precisão a melhorar
Martínez voltou várias vezes à ideia de que a atitude dos jogadores foi positiva. Mesmo descontente com o nível exibicional, destacou o empenho até ao apito final e pediu autocrítica à equipa.
“Temos mais dois jogos; precisamos de avaliar e crescer”, afirmou, lembrando que na fase de grupos não vale a pena alimentar a emoção de ‘ganhar o Mundial’ como se isso ajudasse no desempenho. A mensagem foi clara: trabalhar e ajustar.
Notas tácticas e alterações
O treinador também explicou opções tácticas concretas. Após o golo, não houve a chegada ao último terço com a mesma qualidade e isso prejudicou a utilização dos movimentos do ponta-de-lança. A entrada de Francisco Conceição, segundo Martínez, ajudou a criar mais presença na zona de finalização e abriu espaços na linha defensiva adversária.
Quanto às dinâmicas individuais, o seleccionador lembrou que o futebol é um jogo de erros e que a emoção de representar Portugal pode também provocar perda de foco em momentos decisivos. Sobre a substituição de Cristiano Ronaldo logo após o jogo, Martínez justificou o cenário com a adaptação aos procedimentos de flash-interview que a equipa ainda está a interiorizar.
Próximos passos
O foco mantido pelo seleccionador é claro: análise, correcção e adaptação para os restantes encontros da fase de grupos. Martínez sublinhou a necessidade de usar todo o plantel e encontrar mais soluções ofensivas para que a equipa atinja o nível que demonstrou em outras ocasiões.
Em síntese, o balanço foi de satisfação pela atitude e de exigência quanto à execução. A equipa tem pouco tempo para ajustar detalhes antes dos próximos desafios do grupo.












