EUA lançam novos bombardeamentos no Irão depois de dois militares terem morrido

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Os Estados Unidos lançaram novos ataques aéreos contra o Irão na madrugada deste domingo, em retaliação aos disparos com mísseis e drones que na sexta-feira provocaram a morte de dois militares norte‑americanos, segundo o Comando Central (Centcom). A ação intensifica uma escalada que já vinha crescendo desde o reinício das hostilidades em julho.

A ordem e os objetivos dos ataques

Num comunicado publicado na rede social X, o Centcom afirmou que os bombardeamentos foram executados por ordem do comandante‑em‑chefe, o Presidente Donald Trump. Segundo o comando, a ofensiva procura reduzir a capacidade do Irão de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz e punir rapidamente unidades do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica envolvidas nos ataques contra soldados norte‑americanos na Jordânia.

O mesmo comunicado referiu que, durante os ataques com mísseis e drones na Jordânia na sexta‑feira, dois militares norte‑americanos foram mortos e um terceiro está desaparecido. Estes são os primeiros óbitos registados desde que as hostilidades recomeçaram a 7 de julho. Desde o início da guerra, na viragem de fevereiro para março, o total de militares norte‑americanos mortos chegou agora a 16, segundo o Centcom.

Relatos do lado iraniano

Agências iranianas reportaram impactos e contra‑ataques nas províncias do sul. Mehr e Tasnim noticiaram que bombas norte‑americanas atingiram Sirik, um porto situado em frente ao Estreito de Ormuz. A agência oficial Irna descreveu um “ataque militar inimigo” perto de Hajiabad, na província de Hormozgan.

Em resposta, o exército iraniano anunciou, pela televisão estatal, o lançamento de drones explosivos contra duas bases militares no Kuwait. A notícia foi divulgada sem detalhar danos ou vítimas.

A resposta militar e as ameaças

O estado‑maior iraniano deixou um aviso claro. O general Ali Abdollahi disse, segundo a televisão estatal, que qualquer ataque norte‑americano enfrentará “uma resposta decisiva e devastadora” por parte das forças iranianas.

Adicionalmente, Abdollahi afirmou que Teerão pretende impor “custos ainda mais elevados” do que em conflitos anteriores, sublinhando a determinação das autoridades iranianas em reagir a novas ofensivas.

Contexto da escalada

Especialistas e fontes oficiais descrevem a atual fase como a mais grave desde o cessar‑fogo alcançado em abril. Esse acordo tinha travado, temporariamente, confrontos que se intensificaram após a ofensiva israelo‑norte‑americana contra o Irão a 28 de fevereiro, evento que marcou o início da guerra em curso.

Com ambos os lados a regressarem a ações militares directas, analistas alertam para o risco de novas reações em cadeia que podem afetar rotas marítimas estratégicas e aumentar a instabilidade na região.

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