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A República Democrática do Congo entrou para a história ao marcar o seu primeiro golo numa fase final do Campeonato do Mundo e saiu de campo com um empate 1-1 frente a Portugal. O tento congolês de Yoane Wissa igualou a partida; do lado português, João Neves registou o seu primeiro golo numa fase da prova.
Golo histórico e descrição do lance
Aos 49 minutos, a RD Congo transformou um canto curto em golo. A equipa trabalhou a bola pela lateral da área até à chegada de Arthur Masuaku, que encontrou espaço para cruzar. Yoane Wissa ganhou a posição na pequena área e cabeceou para o fundo da baliza, sem hipóteses para Diogo Costa.
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Foi um momento simbólico: a seleção congolesa, que não marcara em Mundiais desde a participação de 1974 quando ainda competia como Zaire, conseguiu finalmente festejar num palco global. Wissa, avançado do Newcastle nascido em França, assinou assim o primeiro golo da história da República Democrática do Congo em fases finais do Mundial.
Reacção do ponta de lança
Visivelmente emocionado na zona mista, Wissa destacou o valor do resultado para o seu país. “Estou muito feliz hoje. Gostei da luta que demos em campo”, afirmou, descrevendo o empate como um resultado “de loucos”.
O avançado não se limitou ao futebol: lembrou a situação que atravessa o país. “Há guerra no Congo. Isto é tudo para eles. Dei-lhes o que eles querem, estou muito feliz por eles. Só rezo pela paz e o melhor para eles.”
Posição do selecionador e caminho no Grupo
Sébastien Desabre, seleccionador da RD Congo, mostrou satisfação pelo ponto conquistado frente a uma das formações mais fortes do torneio. Para o técnico, tratou-se de “um bom jogo a nível defensivo” e do “primeiro ponto” do país em Mundiais.
Sobre as possibilidades de apuramento, Desabre foi pragmático: acredita que uma vitória contra a Colômbia ou o Uzbequistão pode garantir a passagem à fase seguinte. Terminou a intervenção com um gesto de cortesia para os adversários: desejou “o melhor a Portugal durante o Mundial”.












