Mostrar resumo Ocultar resumo
O Teatro da Garagem escolheu Stabat Mater, texto de Carlos J. Pessoa, como a peça central da sua programação para os últimos quatro meses do ano no Teatro Taborda, em Lisboa. A atriz Custódia Gallego interpreta a protagonista; a estreia está marcada para 12 de novembro.
Uma peça pensada para Custódia Gallego
Carlos J. Pessoa diz ter escrito o texto “com a Custódia em mente”. O autor e encenador sublinha a escolha da atriz pela sua capacidade técnica e pela amplitude emocional que traz ao palco.
Esta rentrée política arranca com Pontal na sexta-feira e estende-se até setembro
Brisa leva ao tribunal pedido de dois anos de prorrogação da concessão por perdas da pandemia
Segundo Pessoa, ela “aceitou o convite mesmo antes de ter lido o texto”. As primeiras leituras do espetáculo já ocorreram e os ensaios formais começam em setembro.
Temática e tom
A peça aborda a perda extrema — a dor de perder um filho — e aposta numa interpretação intensa para transmitir essa experiência ao público. O encenador defende que apenas uma intérprete com o alcance de Custódia Gallego conseguiria representar essa “dor das dores”.
O restante da temporada no Taborda
Além de Stabat Mater, a companhia apresenta uma produção para infância, intitulada Bli, e manterá o ciclo de acolhimento a jovens criadores, o Try Better, Fail Better.
O Teatro da Garagem também recebeu três espetáculos convidados: Tempo Morto, de Marta Almeida; Acontece Camões, de Paulo Filipe Monteiro — criado para assinalar os 500 anos de Camões — e Filhos de Alguém, de Miguel Damião.
Motivações curatoriais
Carlos J. Pessoa explicou que escolhe projetos pelos seus méritos artísticos. Do trabalho de Paulo Filipe Monteiro, afirma ter visto uma versão do espetáculo e considerar “uma honra poder dar palco às palavras do autor de ‘Os Lusíadas'”.
Sobre Miguel Damião, o encenador refere afinidade artística e colaborações anteriores. O espetáculo de Damião revisita a vida do poeta Antero de Quental, segundo Pessoa.
Limitações e oportunidade
O diretor admite frustração com a capacidade limitada do espaço: muitos projetos de qualidade procuram o Taborda, mas o espaço disponível condiciona o acolhimento. “Mais espaço houvesse…”, lamenta.
Ainda assim, diz que a seleção reflete propostas que a companhia reconheceu como relevantes e oportunas.












